A Prefeitura de Cubatão intensificou, nas últimas semanas, a articulação com o Governo do Estado e com o Governo Federal para enfrentar o avanço da desindustrialização no município e conter o esvaziamento do Polo Industrial, um dos mais importantes da Baixada Santista.
O tema ganhou força após o fechamento e a paralisação de unidades industriais, especialmente dos setores químico e petroquímico, com impacto direto na geração de empregos, na arrecadação municipal e na economia regional.
Reuniões e construção de pauta única:
No fim de janeiro, o prefeito César Nascimento recebeu representantes da indústria química, sindicatos e entidades do setor para alinhar uma pauta comum.
O objetivo foi consolidar demandas urgentes que possam garantir competitividade às empresas instaladas em Cubatão e evitar novas demissões.
Entre os pontos discutidos estiveram a carga tributária, o aumento da concorrência de produtos importados, a perda de incentivos à produção nacional e os custos operacionais que vêm pressionando a atividade industrial.
Governo do Estado entra no debate
Em reunião com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima, a Prefeitura apresentou um diagnóstico do cenário atual e alertou para os efeitos em cadeia do enfraquecimento do Polo Industrial.
Segundo dados apresentados, a cidade pode perder quase R$ 200 milhões em valor agregado com o fechamento ou redução de operações industriais.
O secretário se comprometeu a estruturar um plano de trabalho específico para Cubatão, que deverá ser apresentado ao governador, com foco em medidas de médio e longo prazo para reverter o processo de desindustrialização.
Articulação em Brasília:
A pauta construída em Cubatão também foi levada ao Governo Federal, em reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
O encontro buscou sensibilizar a União sobre a situação do Polo Industrial e a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a indústria química nacional.
Por que isso importa:
O Polo Industrial de Cubatão é um dos principais motores econômicos da cidade e da região. Além dos empregos diretos, sua atividade sustenta uma ampla cadeia de serviços, como transporte, manutenção, logística e comércio local.
O avanço da desindustrialização representa risco não apenas econômico, mas social, afetando milhares de famílias.
A Prefeitura afirma que seguirá atuando em todas as frentes institucionais para defender a indústria, preservar empregos e garantir que Cubatão continue sendo referência produtiva na Baixada Santista.







