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CUBATÃO CLIMA

Árvore exótica encontrada em Cubatão acende alerta ambiental no litoral de SP

Uma espécie de árvore originária da Ásia, conhecida como mangue-maçã (Sonneratia apetala), foi identificada em manguezais de Cubatão e passou a preocupar técnicos ambientais por seu potencial de avançar sobre áreas nativas e comprometer o equilíbrio do ecossistema. Segundo a Fundação Florestal, a espécie já ocupa uma área estimada em mais de 300 hectares no litoral paulista.

 

De acordo com o monitoramento oficial, mais de 700 árvores já foram removidas em ações de contenção no litoral de São Paulo. A preocupação é que o mangue-maçã, por não ser nativo do Brasil, passe a competir com espécies locais por espaço, luz e nutrientes, afetando diretamente a estrutura dos manguezais, que são considerados áreas estratégicas para a biodiversidade e para a proteção costeira.

 

A espécie é originária da região Indo-Malaia, na Ásia, e foi registrada pela primeira vez no Brasil em 2022, sendo também o primeiro caso identificado na América do Sul.

 

A principal hipótese levantada pelos especialistas é que a introdução tenha ocorrido por meio da água de lastro de navios, em razão da proximidade com a área portuária do complexo de Santos. Ainda segundo a Fundação Florestal, a erradicação da espécie ainda é considerada possível, mas depende de resposta rápida e continuidade das ações de manejo.

 

O trabalho vem sendo feito em parceria com o Ibama, com mapeamento, quantificação e retirada dos exemplares identificados. Em ações anteriores, o órgão estadual já havia informado que o manejo seria feito com protocolo técnico específico, voltado à supressão dos indivíduos invasores para evitar danos maiores aos manguezais brasileiros.

 

O caso coloca Cubatão mais uma vez no centro de uma pauta ambiental relevante, agora sob o ponto de vista da preservação dos manguezais.

 

A presença do mangue-maçã acende um sinal de atenção não só para a Baixada Santista, mas para outras áreas costeiras do país, já que a propagação da espécie pode ampliar o impacto ambiental se não houver controle contínuo.

 

O surgimento do mangue-maçã em Cubatão também chama atenção pelo impacto que uma espécie invasora pode causar em cadeia. Nos manguezais, qualquer alteração na vegetação interfere diretamente no abrigo e na reprodução de peixes, crustáceos, aves e outros animais que dependem desse ambiente para sobreviver. Por isso, o problema vai além da presença de uma árvore diferente na paisagem e passa a ser tratado como risco real ao equilíbrio ecológico da região.

Outro fator que pesa no alerta é a velocidade de expansão da espécie. De acordo com os órgãos ambientais, o mangue-maçã já ocupa cerca de 300 hectares no litoral paulista, o que mostra que a disseminação deixou de ser pontual e passou a exigir resposta técnica mais ampla. Em ações de controle já realizadas, mais de 700 árvores foram removidas na tentativa de conter o avanço antes que a erradicação se torne inviável.

A suspeita de que a introdução tenha ocorrido por meio da água de lastro de navios também coloca o tema no radar das discussões sobre controle ambiental em áreas portuárias. Pela ligação direta da Baixada Santista com operações marítimas e logísticas, o caso de Cubatão ganha importância estratégica e pode servir de parâmetro para novas ações de vigilância em outros pontos do litoral brasileiro.

Enquanto isso, Fundação Florestal e Ibama seguem com monitoramento e manejo da espécie, numa corrida contra o tempo para impedir que o problema avance ainda mais. A avaliação técnica é de que ainda existe chance de erradicação, mas o sucesso depende de continuidade nas ações, identificação precoce de novos focos e acompanhamento permanente das áreas de manguezal.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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