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CUBATÃO CLIMA

Pai que sequestrou filha de 10 anos é acusado de violência recorrente contra ex-companheira

O homem preso após sequestrar a própria filha, de 10 anos, em Praia Grande, na Baixada Santista, possui um histórico de violência. Segundo a Polícia Militar, ele já teria atirado contra uma mulher, deixando-a paraplégica. Antes de fugir com a criança, o suspeito também agrediu a mãe da menina.

O caso começou após o homem ser acusado de dopar a ex-companheira e a filha em um hotel de Barueri, na Grande São Paulo. Na ocasião, ele teria agredido a mulher e fugido levando a criança. A menina foi localizada 18 dias depois, em Praia Grande, após conseguir chamar a atenção de um policial militar com piscadas. O suspeito responderá por sequestro e cárcere privado.

As identidades dos envolvidos foram preservadas para proteger a criança.

Relato de anos de violência

A mãe da menina contou que manteve um relacionamento de 11 anos com o suspeito, período em que sofreu violência física, sexual e psicológica por pelo menos seis anos. Segundo ela, foram necessárias diversas tentativas até conseguir encerrar definitivamente a relação, em maio deste ano.

A mulher afirmou que registrou vários boletins de ocorrência contra o ex-companheiro em Barueri, cidade onde viviam. Entre as agressões relatadas, estão episódios em que ele teria quebrado sua mandíbula e uma costela.

Ela também denunciou que era dopada e obrigada a manter relações sexuais com outros homens, enquanto o suspeito gravava os atos.

De acordo com a vítima, os vídeos íntimos eram utilizados como instrumento de chantagem sempre que ela manifestava a intenção de terminar o relacionamento. Ela relatou ainda que o homem chegou a arrombar a porta de sua residência.

Separação e ameaças

A mulher afirmou que conseguiu afastar o ex-companheiro em maio, após um episódio em que ele teria tentado enforcá-la. Na ocasião, vizinhos intervieram e a ajudaram a retirá-lo do imóvel.

Mesmo depois da separação, o homem teria continuado a ameaçá-la. Segundo a vítima, ele chegou a se mudar para Santa Catarina, mas mantinha contato por mensagens e publicações nas redes sociais, nas quais dizia que iria encontrá-la e divulgava fotografias com armas.

Abordagem armada e sequestro

Em 20 de setembro, o suspeito voltou a abordar a ex-companheira enquanto ela caminhava na rua com a filha. Conforme o relato da mulher, ele utilizou uma arma para ameaçá-las e obrigá-las a acompanhá-lo até um hotel.

No local, a mãe e a criança teriam sido dopadas. Em seguida, o homem iniciou uma série de agressões contra a ex-companheira. A vítima relatou que perdeu a consciência diversas vezes durante os ataques.

Segundo ela, o agressor a estrangulava e chegou a atingir a região de seu olho. Quando desmaiava, ele jogava água sobre seu corpo para fazê-la recobrar a consciência e, depois, as agressões recomeçavam.

A mulher acredita que os ataques só terminaram quando o suspeito pensou que ela havia morrido. Depois disso, ele deixou o local levando a filha, os documentos da criança e o celular da ex-companheira.

A vítima relatou ainda que o homem teria telefonado para um amigo e afirmado que havia matado a ex-mulher e que estava indo embora com a filha.

Resgate da criança

Após ser socorrida, a mulher registrou a ocorrência e passou a buscar informações sobre o paradeiro da filha. Apesar dos ferimentos e das ameaças sofridas, ela não desistiu de encontrar a menina.

A criança foi localizada em Praia Grande, 18 dias após o desaparecimento, e conseguiu sinalizar discretamente para um policial militar que precisava de ajuda. O resgate encerrou o período em que permaneceu sob o controle do pai, que foi preso e deverá responder criminalmente pelo caso.

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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