Um homem de 25 anos foi preso em Guarujá, na Baixada Santista, suspeito de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes por meio de plataformas digitais. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ele utilizava o jogo online Roblox para se aproximar das vítimas.
A prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão foram cumpridos na quarta-feira (28), durante a operação “Ralseidarker”, nome utilizado pelo investigado em suas contas virtuais. A ação foi realizada pela PCDF, com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente. Até a última atualização das informações, não havia retorno do Roblox sobre o caso.
Investigação começou após denúncia envolvendo criança de 7 anos
As apurações tiveram início depois do registro de uma ocorrência envolvendo uma criança de 7 anos, que teria sido aliciada virtualmente pelo investigado.
De acordo com os policiais, o homem utilizava o perfil “Ralseidarker” no Roblox e no Discord. Ele supostamente se passava por criança ou adolescente para iniciar conversas com usuários de 6 a 14 anos.
Após estabelecer contato, o suspeito direcionava as conversas para outros aplicativos, como Discord e WhatsApp, onde realizava chamadas de vídeo com as vítimas.
A investigação indica que ele recorria a estratégias emocionais e à criação de vínculos afetivos para conquistar a confiança dos menores. Dessa forma, induzia as vítimas a produzir e compartilhar fotos e vídeos íntimos, incluindo conteúdos que poderiam envolver outras crianças e adolescentes.
Polícia estima mais de 100 possíveis vítimas
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes localizaram milhares de fotos e vídeos com conteúdo de exploração sexual infantil nos dispositivos eletrônicos apreendidos.
A Polícia Civil estima que mais de 100 crianças e adolescentes possam ter sido vítimas do investigado. Até o momento, os casos identificados envolvem meninos e apresentam semelhanças com a ocorrência que motivou o início das investigações.
Os trabalhos policiais continuam para identificar outras possíveis vítimas e dimensionar a extensão dos crimes. Os equipamentos recolhidos serão submetidos à perícia, que deverá auxiliar no esclarecimento dos fatos.
Quais crimes são investigados?
Segundo a Polícia Civil, o suspeito poderá responder por diferentes crimes, entre eles estupro de vulnerável em contexto virtual, aliciamento de crianças ou adolescentes para fins sexuais e armazenamento de material pornográfico infantil.
Outras possíveis infrações também poderão ser incluídas conforme o avanço das investigações e a análise das provas.
WhatsApp e Discord se manifestam
Em posicionamento sobre o caso, o WhatsApp declarou que mantém tolerância zero em relação à exploração e ao abuso sexual infantil. A empresa informou que pode banir usuários quando identifica o compartilhamento de conteúdos que explorem crianças ou as coloquem em situação de risco.
A plataforma também afirmou que utiliza informações não criptografadas disponíveis, incluindo denúncias feitas por usuários, para detectar e prevenir abusos. Segundo a empresa, as tecnologias utilizadas para identificar esse tipo de conteúdo passam por aprimoramentos constantes.
O Discord, por sua vez, informou que suas regras de segurança proíbem conteúdos e comportamentos que coloquem crianças e adolescentes em risco ou promovam sua sexualização. A política também abrange práticas de aliciamento sexual, conhecidas como grooming.
A empresa declarou que pode remover conteúdos e suspender contas quando identifica violações dessas regras. Também afirmou que realiza comunicações proativas às autoridades brasileiras sobre grupos e indivíduos envolvidos nesse tipo de prática.







