O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que o polo industrial de Cubatão e a indústria brasileira precisam de mais crédito para continuar avançando. A declaração foi destaque em reportagem publicada por A Tribuna nesta terça-feira (22), após agenda em Cubatão voltada ao setor químico e industrial.
Segundo o jornal, durante a visita Alckmin ressaltou medidas do Governo Federal para estimular o segmento, entre elas um programa de crédito tributário. A agenda incluiu visita à unidade da Unipar Carbocloro, que passou por um amplo processo de modernização concluído em dezembro de 2025.
De acordo com informações divulgadas pelo Governo Federal e por veículos que repercutiram a visita, a empresa investiu mais de R$ 1 bilhão na planta de Cubatão, com financiamento de R$ 672,9 milhões do BNDES voltado à eficiência energética e à transição para tecnologias de baixo carbono.
Durante a visita, Alckmin também destacou o avanço tecnológico da unidade, com a substituição do mercúrio por membranas no processo de eletrólise, medida apontada como relevante para reduzir emissões, resíduos industriais e aumentar a competitividade da indústria química nacional. O movimento reforça o peso estratégico de Cubatão no debate sobre reindustrialização, inovação e sustentabilidade no país.
economia nacional. Segundo o Palácio do Planalto, a planta passou por uma modernização com investimento superior a R$ 1 bilhão, incluindo R$ 672,9 milhões em financiamento do BNDES, dentro de uma agenda voltada à competitividade industrial e à redução de impactos ambientais.
No pano de fundo da agenda está a tentativa de dar fôlego a um setor que enfrenta dificuldades com custos elevados, especialmente do gás natural, além da concorrência internacional.
Em fevereiro, a Prefeitura de Cubatão já havia comemorado a aprovação, no Senado, do regime tributário de transição para a indústria química e petroquímica, com ampliação dos incentivos previstos para 2026 de R$ 1,1 bilhão para R$ 3,1 bilhões, até a entrada em vigor do Presiq, prevista para 2027.
Esse contexto ajuda a explicar o discurso de Alckmin sobre a necessidade de mais crédito. A avaliação é que, sem financiamento e estímulos, fica mais difícil manter investimentos em modernização, preservar empregos e sustentar a operação de um polo que continua sendo um dos mais importantes do país.
A própria Prefeitura vinha tratando o tema como prioridade desde janeiro, em reuniões com representantes políticos, setor produtivo e lideranças ligadas à indústria química. Para Cubatão, a agenda tem peso que vai além da visita institucional.
O debate envolve diretamente a manutenção da atividade econômica local, a proteção dos postos de trabalho e a tentativa de reposicionar o polo industrial dentro de uma nova lógica de reindustrialização, com mais tecnologia, eficiência energética e menor emissão de poluentes.







