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CUBATÃO CLIMA

Coletores rejeitam proposta, suspendem greve e retomam serviços na Baixada Santista

Os trabalhadores da limpeza urbana ligados ao Grupo Terracom decidiram suspender a greve e retomar integralmente as atividades neste sábado (21), após paralisação iniciada na segunda-feira (16). Durante o restante da semana, o serviço vinha sendo mantido de forma parcial, com cerca de 70% do efetivo em atuação.

A decisão foi tomada em assembleia da categoria. Apesar da retomada dos trabalhos, os profissionais rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas e seguem insatisfeitos, principalmente em relação à falta de clareza e aos valores do Programa de Participação nos Resultados (PPR), considerados abaixo do esperado.

A paralisação teve início após reunião conduzida pelo sindicato da categoria. Já na terça-feira (17), parte dos trabalhadores voltou às ruas, garantindo a continuidade parcial dos serviços de limpeza urbana.

Proposta rejeitada

Na sexta-feira (20), representantes das empresas Terracom Construções, Consórcio PG Eco Ambiental e Terra Santos Ambiental participaram de uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho de Santos, junto ao sindicato. Inicialmente, foi oferecido o pagamento de 20% do PPR. Durante a negociação, o percentual foi elevado para 50%, valor aceito pelas empresas.

No entanto, a proposta foi levada à assembleia realizada neste sábado e acabou rejeitada pelos trabalhadores.

Mesmo diante da insatisfação, a categoria optou por encerrar a paralisação e normalizar os serviços nas cidades de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Lixo acumulado nas ruas

Com a paralisação parcial ao longo da semana, alguns pontos registraram acúmulo de lixo. No bairro Embaré, em Santos, sacos foram vistos espalhados entre carros estacionados, calçadas e em recipientes já cheios, evidenciando o impacto da greve.

A expectativa agora é pela continuidade das negociações. Uma nova audiência está marcada para quarta-feira (25). Caso haja acordo, será definido o valor a ser pago aos trabalhadores. Se não houver conciliação, o processo seguirá com a realização de perícia contábil, que deve estabelecer critérios técnicos após análise das partes envolvidas.

 
 

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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