A Prefeitura de Cubatão marcou para 3 de fevereiro, em Brasília, uma reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A pauta é direta: demissões, paralisações e fechamento de unidades no Polo Industrial, além de propostas para evitar novas perdas de empregos e de arrecadação no município.
A movimentação ocorre num momento em que a cidade tenta reagir ao esvaziamento de atividades no Polo, com reflexos que vão além de Cubatão e atingem a cadeia industrial e de serviços da região.
O que entra na pauta com Alckmin:
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Medidas para segurar empregos e reduzir o impacto das paralisações e encerramentos de operações.
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Competitividade da indústria, com foco no setor químico e petroquímico, citando efeitos de política tarifária e a concorrência com importados em áreas estratégicas, como fertilizantes.
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Articulação política com parlamentares e representantes locais para reforçar o peso do tema em Brasília.
Bastidores: articulação já começou
Na última sexta-feira (23), a Prefeitura recebeu em Cubatão o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), apontado como relator do Projeto Presiq, um programa voltado à indústria química.
Segundo a administração municipal, a reunião discutiu caminhos para fortalecer o setor e também serviu para alinhar a agenda do encontro em Brasília.
No mesmo texto oficial, a Prefeitura afirma que Zarattini citou potencial de 1,7 milhão de empregos e que o projeto prevê mecanismos de compensação e uma renúncia fiscal de R$ 3 bilhões por ano, a partir de 2027, com cobertura ligada a receitas de defesa comercial.
Por que essa reunião pesa
Nos últimos meses, Cubatão colocou no radar federal os reflexos de paralisações e encerramentos de operações industriais, citando casos no setor químico/petroquímico e de fertilizantes.
A avaliação é que o movimento ameaça empregos e também o protagonismo histórico do Polo Industrial na economia regional.







