Ação mirou cerca de 30 lojas suspeitas de comercializar aparelhos roubados ou furtados; quatro pessoas foram presas em flagrante A Polícia Civil apreendeu mais de 8 mil celulares irregulares durante uma operação realizada em cidades da Baixada Santista.
A ação passou por Cubatão, Santos, Guarujá e Bertioga e teve como alvo estabelecimentos suspeitos de envolvimento com a venda de aparelhos roubados, furtados ou sem comprovação de origem. Batizada de Operação Linha Segura, a ofensiva foi deflagrada pela Polícia Civil da Baixada Santista e fiscalizou cerca de 30 lojas da região, entre comércios de venda, assistência técnica e estabelecimentos que trabalham com aparelhos usados.
Segundo a Polícia Civil, quatro pessoas foram presas em flagrante durante a operação. Elas estavam em posse de celulares com queixa oficial de roubo ou furto. A ação teve como objetivo combater crimes patrimoniais ligados ao mercado ilegal de celulares, especialmente os casos de furto, roubo e receptação.
Para a polícia, a revenda clandestina desses aparelhos ajuda a alimentar uma cadeia criminosa que começa nas ruas e termina em lojas que comercializam equipamentos sem procedência comprovada.
Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, peças e acessórios que agora serão analisados. Os aparelhos foram separados por unidade e passarão por checagem para que a polícia identifique a origem de cada item.
Em entrevista coletiva, o delegado da Delegacia Seccional de Santos, Rubens Barazal, destacou que, neste momento, as investigações prosseguem para a identificação da origem dos aparelhos apreendidos e responsabilização dos envolvidos. “Os aparelhos estão sendo checados para sabermos a origem deles. Todos foram separados por unidade e, agora, vamos fazer esse trabalho final de verificação”, disse.
De acordo com o delegado, parte dos celulares roubados ou furtados acaba sendo revendida em lojas de assistência técnica, compra e venda ou comércio de usados, o que dificulta a recuperação dos bens pelas vítimas e fortalece o mercado ilegal.
Além dos aparelhos apreendidos, a fiscalização também identificou irregularidades administrativas em alguns estabelecimentos, como ausência de alvará de funcionamento e falta de emissão de nota fiscal.
O delegado ressaltou, também, a aplicação da nova lei sancionada recentemente que visa aumentar as penas para os crimes de furto, roubo, receptação e estelionato. “O furto de celular passou a ter pena de 4 a 10 anos. Já o roubo, de 6 a 10 anos, podendo haver aumento.E, ainda, os indivíduos detidos são diretamente encaminhados a cadeia e ficam à disposição da Justiça”, completou.
A Operação Linha Segura integra as ações de combate à receptação e ao comércio irregular de celulares na região. A polícia também utiliza ferramentas de cruzamento de dados, como o IMEI dos aparelhos, para verificar se os dispositivos têm relação com boletins de ocorrência registrados por vítimas.
A partir da análise dos celulares, a Polícia Civil poderá identificar proprietários, aprofundar as investigações e apurar a participação de outros envolvidos no esquema de revenda irregular. A expectativa das autoridades é que ações como essa ajudem a reduzir os índices de roubo e furto de celulares, atingindo não apenas quem pratica o crime diretamente, mas também quem lucra com a revenda dos aparelhos.
Os presos permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar a origem dos aparelhos apreendidos e responsabilizar todos os envolvidos no comércio irregular de celulares na Baixada Santista.






