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CUBATÃO CLIMA

Cubatão une Saúde da Família e Defesa Civil em projeto contra impactos das chuvas

Iniciativa inédita na Baixada Santista começa pelo Pilões e mira áreas vulneráveis a alagamentos, enchentes e deslizamentos Cubatão deu início a um projeto que aproxima a Saúde da Família e a Defesa Civil para enfrentar, de forma preventiva, os impactos das crises climáticas nas comunidades mais vulneráveis da cidade.

 

A iniciativa, chamada “Integração entre Saúde, Território e Emergências Climáticas”, une a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e a Atenção Primária à Saúde no monitoramento de áreas de risco e no cuidado com moradores expostos a alagamentos, enchentes e deslizamentos.

 

O projeto piloto foi discutido em reunião realizada na Unidade de Saúde da Família do Pilões, com participação de equipes da Defesa Civil, profissionais de saúde, atendimento domiciliar e representantes do Programa de Residência de Medicina de Família e Comunidade.

 

A escolha do Pilões para o início da ação não foi por acaso. O bairro é uma das regiões acompanhadas pela Defesa Civil por conta do histórico de inundações, alagamentos e deslizamentos, especialmente em períodos de chuva forte.

 

A proposta é que os profissionais que já atuam diariamente dentro dos territórios, como os Agentes Comunitários de Saúde, passem a colaborar também na identificação de situações que possam representar risco para a população.

 

Entre os pontos que poderão ser observados estão acúmulo de água, descarte irregular de resíduos, umidade excessiva, mofo em residências, risco de contaminação e outras condições que podem favorecer doenças. Segundo a Prefeitura, o projeto terá foco no cuidado preventivo, com ações voltadas à prevenção de riscos ambientais, adaptação às emergências climáticas e fortalecimento do acompanhamento das famílias que vivem em áreas vulneráveis.

 

Uma das primeiras medidas previstas é o levantamento detalhado do número de moradores nas microáreas atendidas pelas equipes de saúde. A ideia é conhecer melhor cada território para agir antes que os problemas se agravem. Durante o encontro, também foram debatidos os impactos das enchentes e das desapropriações na saúde física e mental dos moradores.

 

A grande inundação registrada em 2013 foi lembrada como um dos episódios mais marcantes da história recente da cidade. Além do Pilões, Cubatão monitora outras áreas consideradas de risco, como Água Fria, Cota 95, Cota 200, Mantiqueira, Vale Verde, Ilha Caraguatá, Vila São José e Jardim Costa e Silva.

 

A expectativa é que o projeto piloto avance e possa ser transformado em uma política pública permanente, com expansão para outras unidades de saúde do município. A iniciativa também reforça uma mudança importante na forma de lidar com os efeitos das chuvas: sair da lógica apenas emergencial e investir em prevenção, território e cuidado direto com as pessoas. Cubatão já conta com ações como o Plano Preventivo de Defesa Civil e o Plano de Contingência da Serra do Mar para o Polo Industrial, além do monitoramento 24 horas com acompanhamento de chuvas, previsão do tempo e vistorias técnicas.

 

Com a integração entre Saúde e Defesa Civil, o município busca construir uma rede mais próxima das comunidades, capaz de identificar riscos, orientar moradores e reduzir os impactos das emergências climáticas antes que elas se transformem em tragédias.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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