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Defesa Civil aciona sirenes de emergência e famílias deixam casas por risco de deslizamento em Guarujá

A Defesa Civil do Estado de São Paulo acionou sirenes de emergência e emitiu dois alertas extremos para o município de Guarujá, no litoral paulista, devido ao alto risco de deslizamentos provocado pelas fortes chuvas que atingem a Baixada Santista. Famílias de áreas vulneráveis estão sendo orientadas a deixar suas residências de forma preventiva.

De acordo com o órgão, o risco é considerado elevado nas regiões da Vila Baiana e da Barreira do João Guarda. A sirene de alerta remoto instalada na Barreira do João Guarda foi acionada e o plano de contingência municipal entrou em funcionamento. As famílias estão sendo direcionadas a abrigos municipais para garantir a segurança em caso de movimentação de terra.

Segundo a Defesa Civil, as chuvas se intensificaram durante a madrugada e seguiram ao longo da manhã. Nas últimas 12 horas, o volume acumulado chegou a 118 milímetros, índice considerado muito alto para a região.

Os moradores devem permanecer nos abrigos até que o risco seja totalmente eliminado. As rotas de fuga indicadas levam aos seguintes pontos de acolhimento disponibilizados pela prefeitura:

  • Escola Municipal Catarina de Oliveira Salgado, na Avenida Veraneio, no Balneário Guarujá

  • Escola Municipal Herbert Henry Dow, na Rua Uruguai, no Balneário Guarujá

  • Escola Municipal Sérgio Pereira Rodrigues, na Avenida Atlântica, no Balneário Cidade Atlântica

  • Escola Estadual Paulo Clemente Santini, na Rua Mário Malheiros, no Jardim Praiano

  • N.E.I.M. Agripina Alves de Barros, também na Rua Mário Malheiros, no Jardim Praiano

Volume elevado de chuva

Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que, devido ao grande volume de chuvas registrado desde a madrugada desta quinta-feira (5), o prefeito acionou a equipe de contingenciamento da Defesa Civil para permanecer em estado de alerta. Todas as secretarias municipais foram convocadas para atuar em regime de prontidão.

Nas últimas 24 horas, o acumulado chegou a 122 milímetros, sendo 108 milímetros registrados apenas nas três horas mais recentes. Em um período de 72 horas, o volume chegou a 106,7 milímetros. Segundo a administração municipal, diversos pontos da cidade apresentam alagamentos, o que tem dificultado o trânsito de veículos. O município permanece em estado de atenção.

A prefeitura informou ainda que todas as medidas necessárias para minimizar os danos causados pela chuva estão sendo adotadas.

Áreas de risco monitoradas

O acionamento da sirene na Barreira do João Guarda ocorreu de forma preventiva, com orientação para que os moradores deixassem suas casas. Esse tipo de alerta costuma ser emitido quando o volume de chuva ultrapassa entre 45 e 50 milímetros em uma hora.

Além da Barreira do João Guarda e da Vila Baiana, outras áreas que exigem atenção especial e seguem sob monitoramento constante são o Morro do Macaco, Morro do Engenho, Morro do Bil e demais regiões de encosta.

A administração municipal reforçou que todas as medidas estão sendo preparadas de forma preventiva para reduzir os impactos e, principalmente, preservar vidas.

No Morro da Baiana, foi registrado um pequeno deslizamento de terra em uma área que já estava interditada anteriormente pela Defesa Civil. Segundo a prefeitura, não havia moradores no local, já que as residências haviam sido desocupadas de forma preventiva.

Situação na Baixada Santista

Outros municípios da Baixada Santista também registraram transtornos causados pelas chuvas. Em São Vicente, houve alagamento em vias importantes, com a água atingindo altura próxima ao joelho em alguns trechos, o que dificultou a circulação de pedestres, ciclistas e veículos.

Em Santos, a prefeitura informou que os morros estão em estado de atenção e diversas ruas permanecem alagadas, com monitoramento constante dos órgãos de trânsito.

Já em Praia Grande, moradores relataram que alagamentos transformaram ruas em verdadeiros rios, impedindo a mobilidade de famílias e dificultando o deslocamento para o trabalho e para escolas.

Em Mongaguá, foi registrada a queda de uma árvore no bairro Flórida Mirim, além de pontos de alagamento em algumas regiões. Apesar disso, não houve registro de desabrigados. Equipes da Defesa Civil seguem realizando vistorias, e locais turísticos como o Poço das Antas e a Escadaria da Santa foram interditados temporariamente por medida de segurança.

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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