Uma reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, na Câmara dos Deputados, foi marcada por tensão e troca de acusações entre parlamentares, resultando na interrupção da sessão. O episódio ocorreu na última quarta-feira (8).
A deputada federal Rosana Valle (PL) afirmou que não se arrepende de ter ameaçado acionar a Lei Maria da Penha contra a também deputada Erika Hilton (PSOL). Segundo ela, a reação ocorreu após se sentir intimidada durante a reunião.
Durante o encontro, Rosana criticou a condução dos trabalhos pela presidente da comissão, alegando que o ambiente tem sido marcado por falas consideradas agressivas e por conflitos frequentes entre parlamentares com opiniões divergentes.
Por sua vez, Erika Hilton informou que aguarda o andamento de uma representação protocolada pela vereadora Débora Camilo (PSOL) junto ao Ministério Público antes de se manifestar oficialmente sobre o caso.
Rosana reforçou que suas declarações não tiveram relação com questões de gênero, mas sim com a postura adotada na condução da comissão. Ela também afirmou que parlamentares com posicionamentos contrários estariam sendo constantemente desrespeitados.
A parlamentar acrescentou ainda que, desde a mudança na presidência, a comissão tem enfrentado dificuldades para avançar nas pautas, alegando que o espaço teria se transformado em um ambiente de militância política, com a presença de pessoas externas que, segundo ela, intimidariam integrantes da oposição.
Após as declarações, a reunião foi tomada por tumulto. Erika rebateu as críticas, acusando Rosana de desrespeito e afirmando que também buscaria respaldo legal caso se sentisse ameaçada. A presidente da comissão destacou ainda que manterá sua forma de atuação durante os debates.
Diante da situação, a sessão foi encerrada para que a deputada Clarissa Tércio (PP) pudesse registrar uma ocorrência junto à Polícia Legislativa, após relatos de ofensas verbais feitas por um visitante durante a reunião.







