Turistas e moradores foram surpreendidos por um fenômeno curioso nas praias da Baixada Santista: o aparecimento de estrelas-do-mar com nove braços nas faixas de areia. Os registros aconteceram em Mongaguá e Itanhaém e chamaram a atenção pela beleza e pelo formato incomum da espécie.
Conhecida cientificamente como Luidia senegalensis, a estrela-de-nove-braços é considerada vulnerável na lista de espécies ameaçadas. Imagens registradas tanto por banhistas quanto por especialistas mostram o animal em seu habitat natural, inclusive durante mergulhos noturnos.
Uma professora de 50 anos relatou ter encontrado dois exemplares na praia do bairro Agenor de Campos, em Mongaguá. Moradora do interior, ela está passando um período de descanso na região e contou que ficou encantada ao ver os animais de perto. Segundo ela, cada estrela media cerca de 20 centímetros e acabou sendo levada de volta ao mar pela força das ondas.
Atenta aos detalhes durante suas caminhadas, a professora afirmou que costuma andar sempre com o celular em mãos para registrar momentos especiais. Para ela, o encontro foi uma surpresa positiva, reforçando a ideia de que até em dias nublados é possível vivenciar experiências marcantes.
Dois dias antes, um morador de Itanhaém também havia registrado um exemplar da mesma espécie na Praia do Sonho. Ele contou que, apesar de já conhecer o animal, nunca imaginou que o veria tão de perto. O exemplar observado tinha aproximadamente 15 centímetros.
Características da espécie
A estrela-de-nove-braços vive preferencialmente em fundos arenosos, onde costuma se enterrar por completo. Para isso, realiza movimentos circulares até desaparecer sob a areia.
De hábitos noturnos, o animal permanece mais imóvel durante o dia. À noite, se torna ativo e percorre o fundo do mar em busca de alimento, como pequenos organismos e crustáceos que ficam escondidos na areia.
Uma de suas características mais impressionantes é a capacidade de regeneração. Caso perca um dos braços, o membro pode se desenvolver novamente com o tempo. Esses animais vivem, geralmente, em profundidades de até 10 metros.
Apesar da aparência exótica, a espécie não representa qualquer risco para seres humanos. No entanto, sofre com impactos causados por atividades humanas, especialmente a pesca de arrasto, que afeta diretamente o fundo do mar.
Especialistas alertam que, ao encontrar uma estrela como essa, o ideal é não tocar. O animal é sensível e pode reagir ao estresse se desfazendo parcialmente como mecanismo de defesa.
Mesmo sem valor comercial, a espécie possui grande importância ecológica, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema marinho.







