[radio_player id="1"]
CUBATÃO CLIMA

Ex-aluno acusa professor da Etec de Cubatão de assédio sexual

Jovem registrou boletim de ocorrência após novo contato por aplicativo; Centro Paula Souza informou afastamento cautelar do docente enquanto o caso é apurado Um ex-aluno da Etec de Cubatão denunciou um professor da unidade por suposto assédio sexual.

 

Segundo o relato divulgado pelo jovem nas redes sociais, as abordagens teriam começado em 2024, quando ele ainda era estudante da instituição. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e segue sob apuração. De acordo com a denúncia, o ex-estudante afirma que recebeu mensagens de cunho sexual e contatos considerados invasivos por parte do docente.

 

Após uma nova abordagem recente por aplicativo de mensagens, o jovem decidiu procurar a Polícia Civil para formalizar o caso e dar andamento às providências legais. Ainda conforme o relato, o estudante já teria procurado a direção da escola em 2024 para informar a situação. Na ocasião, segundo ele, teria sido orientado a registrar boletim de ocorrência e formalizar a reclamação pelos canais institucionais.

 

O ex-aluno afirma, no entanto, que o procedimento interno não teria avançado naquele momento. Com a repercussão da denúncia, o Centro Paula Souza, responsável pela administração das Etecs e Fatecs no Estado de São Paulo, informou que o professor será afastado cautelarmente de todas as atividades pedagógicas e administrativas até a conclusão de uma apuração preliminar interna.

 

Em nota, o Centro Paula Souza declarou que, ao tomar conhecimento dos fatos, a direção da Etec de Cubatão prestou acolhimento ao ex-aluno e orientou o registro do boletim de ocorrência. A instituição também informou que o denunciante não faz mais parte do quadro de alunos da unidade.

 

O teor da denúncia e os materiais apresentados pelo ex-estudante foram encaminhados à Controladoria Geral do Estado, órgão responsável pela condução de procedimentos disciplinares envolvendo servidores públicos estaduais.

 

O Centro Paula Souza afirmou ainda que acompanha o caso, colabora com as autoridades policiais e repudia qualquer forma de assédio, seja no ambiente escolar ou fora dele.

 

A autarquia também destacou que mantém uma comissão permanente voltada à orientação e prevenção contra assédio moral e sexual. O caso mobilizou a comunidade escolar e reacendeu o debate sobre a importância de canais seguros de denúncia, acolhimento às vítimas e respostas rápidas diante de relatos envolvendo possíveis abusos no ambiente educacional.

 

Até a conclusão das investigações, o caso deve ser tratado como denúncia em apuração. O professor é apontado como acusado pelo ex-aluno, mas ainda não há decisão final sobre responsabilidade administrativa ou criminal.

Compartilhe:

Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

Edit Template