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CUBATÃO CLIMA

Greve de caminhoneiros é anunciada e acende alerta no Porto de Santos e em Cubatão

Paralisação de caminhoneiros é anunciada para quarta-feira e pode afetar operação portuária na região

 

Uma paralisação de caminhoneiros autônomos que atuam no transporte de cargas a granel em Santos, Guarujá e Cubatão foi anunciada para esta quarta-feira (25), com possibilidade de reflexos na logística do Porto de Santos e em toda a cadeia de transporte da Baixada Santista. A mobilização foi divulgada pelo SINDGRAN, que informou que o ato deve ter duração de 24 horas e concentração no Pátio Regulador de Cubatão, a partir das 8h.

 

A notícia, no entanto, surge em meio a um ambiente de incerteza dentro do próprio movimento. Isso porque, nos últimos dias, assembleias e articulações nacionais da categoria vinham indicando estado de mobilização, mas não necessariamente uma greve já consolidada em larga escala.

 

Em cobertura publicada anteriormente, foi informado que caminhoneiros ligados ao Porto de Santos haviam optado por não iniciar uma paralisação imediata, preferindo aguardar desdobramentos das negociações com o Governo Federal sobre temas como frete mínimo e custos da operação.

 

Mesmo assim, o anúncio de uma parada localizada na região portuária acende alerta, principalmente porque Cubatão ocupa posição estratégica no fluxo logístico de acesso ao porto. Qualquer interrupção envolvendo caminhões de carga a granel pode provocar lentidão em pátios, filas nas rotas de chegada e impacto no escoamento de mercadorias, ainda que a adesão efetiva ao movimento só possa ser medida no dia marcado.

 

Nos bastidores, a tensão entre caminhoneiros e governo gira em torno, sobretudo, do avanço do preço do diesel e da cobrança por medidas mais rígidas para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete.

 

Foi justamente após o anúncio de ações federais nessa área que parte das lideranças decidiu, na semana passada, frear uma greve mais ampla e manter a mobilização em compasso de espera. Diante desse cenário, o quadro ainda pede cautela.

 

O anúncio da paralisação para quarta-feira é real e foi divulgado, mas há divergência entre os sinais emitidos por diferentes entidades e lideranças do setor. Por isso, o tratamento mais responsável é considerar que há ameaça concreta de paralisação com foco na região portuária, especialmente em Cubatão, e não cravar uma greve geral já confirmada sem margem para mudança.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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