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CUBATÃO CLIMA

Máquina avaliada em R$ 15 mil é apreendida em esconderijo do tráfico em Cubatão

Uma operação da Polícia Civil localizou, em Cubatão, um imóvel usado para o preparo, armazenamento e distribuição de drogas em uma área de mangue na Vila dos Pescadores. Entre os itens apreendidos, chamou atenção uma máquina avaliada em cerca de R$ 15 mil, usada no preparo e na embalagem dos entorpecentes.

 

Segundo as informações divulgadas, o barraco funcionava como uma espécie de base operacional do tráfico na região.

 

A ação foi realizada por agentes da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, após denúncia sobre o funcionamento de um “barraco bomba” no Caminho Santa Madalena. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram dois suspeitos na entrada do imóvel, mas a dupla conseguiu fugir pelos fundos, acessando a área de mangue. Dentro do imóvel, os investigadores constataram que o espaço não era utilizado como moradia, mas sim como laboratório para produção e endolagem de drogas.

 

No local, foram apreendidos eppendorfs vazios, embalagens de fermento em pó usadas para misturar cocaína, além de peneiras, liquidificador, secador de cabelo, travessas, tacho, porções de maconha, cocaína e uma arma de fogo. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia.

 

De acordo com a investigação, o imóvel servia como centro de embalagem e abastecimento do tráfico para diferentes pontos da comunidade. A polícia também destacou que a geografia da região, cercada por rio e manguezal, facilita a fuga de criminosos e dificulta as incursões das equipes. O caso segue sob investigação.

 

Além de funcionar como ponto de preparo e distribuição de entorpecentes, o barraco localizado no Caminho Santa Madalena, na Vila dos Pescadores, também seria usado como centro de contabilidade do tráfico na região. Segundo a investigação, o imóvel estaria ligado ao gerenciamento da biqueira conhecida como “Romênia” e ficava em uma área apontada pela polícia como reduto da facção criminosa, onde também ocorreriam os chamados “tribunais do crime”.

 

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a estratégia montada para dificultar a ação policial. O esconderijo fica em uma região cercada por manguezal, rios e acessos estreitos, o que facilita a fuga de suspeitos e amplia o controle visual sobre a movimentação das equipes. Durante a incursão, os agentes ainda identificaram sinais do domínio criminoso no entorno, como postes de iluminação atingidos por disparos, o que ajudaria a manter a área escura e mais vulnerável à atuação do tráfico.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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