A Prefeitura de Mongaguá, no litoral de São Paulo, contabiliza prejuízos que já ultrapassam R$ 7 milhões em decorrência das fortes chuvas registradas no início deste ano. Para avaliar os danos e embasar pedidos de apoio aos governos estadual e federal, o município está em fase de formalização de um acordo de cooperação com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP).
Em janeiro, a cidade foi atingida por temporais intensos em três ocasiões, provocando alagamentos em diversos bairros e uma série de transtornos à população. As chuvas também causaram danos a prédios e equipamentos públicos. De acordo com a administração municipal, 32 das 38 escolas da rede municipal sofreram impactos.
Ao todo, 44 pessoas ficaram desalojadas e foram encaminhadas para um abrigo emergencial montado no Ginásio de Esportes Arturzão. Além disso, cerca de 500 famílias optaram por permanecer em suas residências, temendo possíveis saques.
O acordo em negociação prevê apoio técnico para o levantamento oficial dos prejuízos, com validade inicial de um ano, podendo ser prorrogado. A parceria deve envolver troca de informações, cooperação técnico-científica, integração entre equipes e suporte em atividades técnicas necessárias à mitigação dos danos, como elaboração de laudos, pareceres e vistorias. A iniciativa não deve gerar custos ao município.
Segundo a prefeitura, o objetivo é garantir decisões técnicas mais seguras e acelerar o processo de reconstrução da cidade. Com a formalização do acordo, o Crea-SP deverá disponibilizar engenheiros e técnicos especializados para atuar em conjunto com a administração municipal.
O conselho informou que já realizou vistorias em dois pontos da cidade, abrangendo três imóveis públicos localizados em áreas afetadas pelas enchentes. Anteriormente, a Secretaria de Obras Públicas já havia identificado riscos e danos estruturais em uma análise preliminar.
As inspeções contaram com a presença do chefe de equipe do Crea-SP, engenheiro Roberto Cozza, do gerente regional do conselho, engenheiro Kledson Turra, e do secretário municipal de Obras, engenheiro Carlos Cafema, além de suas equipes.
Em nota, o Crea destacou que análises iniciais apontam que as enchentes podem estar relacionadas à cheia do Rio Aguapeú, sendo necessários estudos geológicos mais aprofundados. A atuação técnica poderá se estender a todo o território do município.
A prefeitura informou ainda que, nesta terça-feira (27), encaminhou ao Crea-SP toda a documentação solicitada e aguarda retorno para a assinatura do acordo. Após a formalização, uma nova data de vistoria deverá ser agendada com o corpo técnico do conselho.








