Os estudos para a implantação de uma nova ligação ferroviária entre Santos e Cajati devem ser finalizados até 2028. O investimento estimado para o projeto pode alcançar R$ 21 bilhões. A proposta inclui integração com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e com o futuro Trem Intercidades (TIC) Santos–São Paulo.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) já concluiu o mapeamento e o projeto funcional da iniciativa. Atualmente, está em andamento o anteprojeto de engenharia, etapa que irá detalhar os aspectos técnicos necessários para viabilizar a futura implantação da linha.
O novo traçado terá cerca de 223 quilômetros de extensão e previsão de estações em 13 municípios: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati.
Segundo a companhia, o levantamento aerofotogramétrico e os estudos funcionais já foram concluídos. O anteprojeto de engenharia servirá como base para eventual contratação integrada das obras ou para uma possível concessão do serviço. O documento também definirá a concepção técnica da linha e orientará o planejamento das futuras contratações de obras e serviços de engenharia.
O projeto é conduzido pela área de Desenvolvimento e Expansão de Transporte da CPTM e integra as ações do Governo do Estado voltadas à ampliação da mobilidade, ao fortalecimento do desenvolvimento regional e à promoção de soluções de transporte mais sustentáveis.
As vias ferroviárias já existentes ao longo do trajeto passarão por avaliação técnica e, quando viável, poderão ser recuperadas para reaproveitamento da malha instalada. A estimativa é que o serviço expresso realize o percurso completo em aproximadamente 2 horas e 20 minutos.
O trecho entre Santos e Peruíbe deverá ter duração média de 48 minutos, enquanto o trajeto entre Peruíbe e Cajati está estimado em 114 minutos. A previsão é de que o sistema transporte até 32 mil passageiros por dia e movimente cerca de 600 contêineres diariamente.
A proposta também prevê integração com o VLT da Baixada Santista e com o futuro Trem Intercidades Santos–São Paulo, formando um eixo ferroviário contínuo entre a região e a capital paulista.
Em nota, a CPTM destacou que a Linha Santos–Cajati poderá gerar impactos sociais, econômicos e ambientais positivos, como a redução de congestionamentos e acidentes nas rodovias, a diminuição da emissão de poluentes e a ampliação do acesso ao transporte para os municípios do Vale do Ribeira.







