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CUBATÃO CLIMA

Operação investiga golpe do falso advogado e cumpre mandados em Praia Grande

Uma mulher de 25 anos foi alvo de mandados de busca e apreensão em Praia Grande, nesta quinta-feira (13), durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) que apura a prática do chamado golpe do falso advogado.

De acordo com as investigações, a suspeita teria participado de uma fraude que causou prejuízo superior a R$ 6,2 mil a uma vítima. A operação não se limitou ao município, com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em Praia Grande e dois na capital paulista, além de duas prisões preventivas em São Paulo.

O golpe do falso advogado consiste na utilização de informações reais de processos judiciais por criminosos, que se passam por profissionais da área jurídica para convencer vítimas a realizarem pagamentos sob a justificativa de liberar valores relacionados a ações judiciais.

Segundo a PCDF, uma das frentes da operação foi direcionada ao cumprimento dos mandados de busca e apreensão contra a investigada em Praia Grande.

Como a fraude aconteceu

As ordens judiciais foram expedidas no decorrer das investigações sobre um golpe registrado em dezembro de 2025. Conforme apurado, a vítima foi procurada pela suspeita, que se apresentou como advogada e utilizou informações verdadeiras de um processo judicial para ganhar sua confiança.

Posteriormente, um homem entrou em contato alegando ser funcionário do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Durante uma chamada de vídeo, ele convenceu a vítima a compartilhar a tela do celular e acessar aplicativos financeiros.

Sob orientação dos criminosos, a vítima realizou duas transferências via Pix, nos valores de R$ 1,5 mil e R$ 690. Também tentou efetuar uma terceira transferência de R$ 3 mil, mas a operação não foi concluída.

Dias depois, a vítima identificou uma compra de R$ 4 mil realizada em seu cartão de crédito em uma plataforma de aluguel por temporada. Com isso, o prejuízo total chegou a R$ 6.259,89.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com a análise dos dispositivos eletrônicos e materiais apreendidos durante as buscas. O objetivo é identificar possíveis novas vítimas, dimensionar o alcance das fraudes e esclarecer a participação de outros envolvidos.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, a investigada poderá responder por estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem variar de 7 a 18 anos de prisão, além do pagamento de multa.

Ação integrada

A operação reuniu diferentes investigações relacionadas a golpes com características semelhantes. O trabalho foi conduzido pela equipe da 8ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, que centralizou informações de diversas apurações e atuou em conjunto com a Polícia Civil de São Paulo.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra um casal localizado na capital paulista.

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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