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CUBATÃO CLIMA

Pacote federal busca salvar empregos e evitar novas paralisações no Polo

Verba federal para indústria química vira aposta contra fechamento de fábricas no Polo de Cubatão

 

O governo federal reforçou a estratégia para tentar conter a crise na indústria química e reduzir o risco de novos fechamentos de fábricas no Polo Industrial de Cubatão.

 

A medida passa pelo novo marco legal do setor, já sancionado, que estabelece para 2026 um limite de até R$ 2 bilhões em renúncia fiscal, além de prever cerca de R$ 1,1 bilhão em créditos tributários adicionais para empresas enquadradas no regime especial da indústria química.

 

Na prática, o movimento busca dar fôlego a um segmento que tem peso histórico em Cubatão e que vinha acumulando sinais de desgaste, com perda de competitividade e ameaça sobre empregos. A cidade já havia celebrado, em fevereiro, a aprovação do regime tributário voltado ao setor, destacando que a proposta ampliava os incentivos previstos para 2026 e funcionaria como uma ponte entre o atual REIQ e o novo PRESIQ, criado para estruturar a política industrial da química no país.

 

O socorro à indústria química ganhou força depois que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o governo pretendia ampliar o orçamento destinado ao setor justamente para preservar competitividade e empregos. A discussão tem impacto direto sobre Cubatão, onde o polo segue como um dos principais motores econômicos da cidade e da Baixada Santista.

 

A nova lei corrige um impasse que vinha preocupando empresários e municípios industriais, porque cria base legal para a concessão do benefício em 2026 e afasta parte da insegurança que rondava o setor.

 

No Senado, a tramitação foi apresentada como uma forma de assegurar a continuidade do regime especial e evitar que a indústria química brasileira perdesse ainda mais terreno. Para Cubatão, o tema vai além de números tributários. O debate mexe diretamente com arrecadação, emprego, cadeia logística e atividade produtiva.

 

Quando uma planta reduz produção ou fecha as portas, o efeito não fica restrito ao chão de fábrica: ele se espalha por transportadoras, prestadores de serviço, comércio e receitas públicas. Por isso, a chegada de verba federal e a manutenção de incentivos ao setor são tratadas como peças centrais na tentativa de blindar o polo contra novas perdas.

 

Essa leitura é reforçada tanto por reportagens recentes quanto por manifestações da própria Prefeitura de Cubatão ao defender o regime tributário como instrumento de fortalecimento industrial.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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