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Problemas da Indústria química no polo industrial é pauta de reunião com o prefeito de Cubatão

Foi nesta quarta (28). O encontro também serviu para alinhar as pautas que serão levadas pelo prefeito para reunião em Brasília, no próximo dia 3 de fevereiro

 

É muito importante a união de esforços no sentido de defendermos a indústria em geral. E obviamente que Cubatão não pode ficar fora deste processo de luta. Defender a Indústria é também defender a soberania do país, especialmente no que tange à manutenção de empregos e à geração de renda. Unir o Brasil nesta pauta não tem bandeira partidária, é dever do poder público, das entidades e segmentos ligados  à Indústria e da classe política como um todo, independentemente da sigla dos partidos”

 

disse o prefeito ao enfatizar a união da Prefeitura, sindicatos e associação da indústria química em defesa do polo industrial de Cubatão.

 

A fala do prefeito foi proferida durante reunião ocorrida nesta quarta-feira (28), ao receber uma comitiva de representantes de sindicato e entidades da Indústria química.

 

Na pauta, justamente a preocupação com o cenário nacional e regional acerca do fechamento de empresas no polo industrial do município, principalmente.

 

O encontro serviu para as partes alinharem as pautas que o prefeito levará à reunião com o vice-presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a ser realizada na próxima terça (3/2), em Brasília, para discutir os problemas relacionados à questão do polo industrial de Cubatão e também de outras partes do Brasil.

 

Este é um movimento em prol da manutenção das plantas industriais funcionando, tanto em Cubatão quanto em outras regiões, sempre pensando no benefício ao povo brasileiro, em nome de todos os trabalhadores”, destacou César Nascimento ao abrir a reunião desta quarta em seu gabinete, acompanhado de Fabrício Lopes –  secretário  Municipal de  Indústria, Porto, Emprego e Empreendedorismo (Semipee) e de Genaldo Santos (Secretário-adjunto de Governo).

 

 

 Participantes :

 

  • André Passos – presidente da Associação Brasileira das Indústrias Químicas (ABIQuim).

  • Herbert Passos Filho – 1º vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (FEQUIMFAR).

  • Marco Antônio Valle – diretor do Sindicato das Indústrias Químicas da Baixada Santista.

  • Willians Bezerra – assessor do deputado estadual Rômulo Fernandes (PT/SP), coordenador da Frente Parlamentar do Estado de SP nas questões da indústria química.

  • Representante da Consultoria Seta – empresa de relações governamentais sobre o tema; a ABIQuim é cliente.

 

Como a própria pauta sugeria, o encontro serviu aos participantes para expor a realidade das tratativas em andamento do tema, sempre no intuito de se chegar ao consenso  do que pode ser feito para  enfrentar o  problema da desindustrialização, algo que já afeta o polo industrial cubatense.

 

As fábricas são grandes geradoras de emprego. E quando uma, duas ou três começam a fechar as portas, o resultado imediato é a demissão, em parte ou total dos seus empregados. Não é nem preciso dizer que isso, obviamente, causa impactos drásticos na nossa economia, afirmou o prefeito César, entendo que o clamor da sociedade tem razão, e nós temos  que fazer alguma coisa para tentar mudar essa triste realidade. Temos que endossar qualquer movimento que esteja imbuído de unir esforços para que o nosso grito seja ouvido e que possa ecoar em Brasília, no Governo Estadual e em todo o Brasil”, reforçou o prefeito.

 

 

Um dos pontos em comuns nas discussões foi a de que políticas públicas não vêm de graça, elas vêm com arrecadação, vêm principalmente dos impostos e da geração empregos e rendas. Sem isso, é dinheiro a menos cofres públicos, é redução na arrecadação.

 

E tudo isso certamente vai impactar nos programas sociais e nas políticas de Governo.

 

“Todo mundo sabe que a geração de renda é o carro-chefe que movimenta e economia, em qualquer lugar”, concordaram os participantes. “Desta forma, entende-se que não há outra maneira  a não ser defender a manutenção de empregos acima de tudo”, completaram.

 

 

“De fato, é necessária uma pauta bem definida e feita de forma conjunta para que seja levada a Brasília pelo Prefeito no dia 3 de fevereiro, com o governo Federal. Isso vai reforçar encontros dessa natureza que já fizemos lá, mas que agora serão mais detalhados, mesmo porque o cenário já está pior que das outras vezes”, disse o presidente da ABIQuim.

 

Passos deixou claro que a visita a Cubatão e ao prefeito César foi justamente trazer o apoio do setor, que entende que a atuação da Admistração em defender a causa e levar os pleitos aos governos Estadual e Federal é uma atitude acertada e que deve ter o apoio de todos, em nome da população de Cubatão e das demais regiões afetadas. Já Herbert disse que é preciso estancar a sangria da desindustrialização.

 

Para isso, uma das lutas é pela redução das tarifas, que o Estado também precisa fazer a sua contribuição nesta questão.

 

 

Para finalizar o encontro, o  prefeito disse que Administração vem fazendo várias reuniões para discutir o que houve com a empresa Unigel.

 

“Todos os atores já estão sabendo qual foi e quais são os problemas que levaram ocorrido. A nossa luta conjunta agora é para evitar novos desdobramentos iguais. Ninguém fica feliz com perda de empregos. Não há pauta nova nesta questão. Na realidade, vamos elencar os problemas que já foram levados. Vamos solicitar soluções, porque os problemas são de conhecimento geral. O que nós precisamos agora é da agilidade das ações, em nome do povo, em nome dos trabalhadores, em nome de Cubatão e das demais cidades afetadas no polo industrial”.

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Julia Figueiroa

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