Projeto Guará Vermelho amplia estudos ambientais para entender os impactos que permanecem no ecossistema mesmo após ações de limpeza A equipe do Projeto Guará Vermelho iniciou uma nova etapa de pesquisas no manguezal do Rio Casqueiro, em Cubatão.
O trabalho busca avaliar as condições ambientais do ecossistema e identificar possíveis impactos que ainda permanecem no local, mesmo após as ações de retirada de resíduos e limpeza realizadas na região. A nova fase da pesquisa acontece em parceria com estudantes envolvidos em atividades acadêmicas, incluindo alunos de mestrado e iniciação científica.
A proposta é aprofundar o levantamento sobre a situação do manguezal, analisando não apenas a quantidade de lixo retirada, mas também os efeitos que esse material pode causar no solo, na água, na fauna e na dinâmica natural do ambiente. Atualmente em sua segunda fase, o Projeto Guará Vermelho ampliou a atuação para além de Cubatão e também desenvolve ações em Santos.
Em Cubatão, o foco segue voltado ao Rio Casqueiro, área considerada estratégica para a biodiversidade da Baixada Santista e diretamente ligada à preservação do guará-vermelho, ave símbolo da recuperação ambiental da cidade. Uma das frentes do estudo envolve a chamada gravimetria de resíduos sólidos, trabalho que consiste em identificar, separar e contabilizar os tipos de materiais encontrados no manguezal.
Esse levantamento ajuda os pesquisadores a entenderem a origem e o volume dos resíduos, além de apontar quais materiais aparecem com mais frequência nas áreas de mangue. Em levantamento anterior, realizado em dezembro, o projeto retomou coletas semanais de resíduos na Vila Ponte Nova, em Cubatão.
Na ocasião, foram recolhidos 185,4 quilos de vidro, 10,2 quilos de metal, 46,4 quilos de plástico e 11,6 quilos de papel, totalizando 253,6 quilos de recicláveis. Também foram retiradas 5,9 toneladas de lixo contaminado, somando cerca de 6,1 toneladas de resíduos removidos do meio ambiente. Os dados mostram a dimensão do problema enfrentado nos manguezais.
Parte do lixo chega ao local por rios, canais e pela maré, acumulando-se em áreas de difícil acesso. A presença desses resíduos compromete a qualidade ambiental, afeta organismos que vivem no mangue e pode causar desequilíbrios em toda a cadeia alimentar.
O manguezal tem papel fundamental para o equilíbrio ecológico, funcionando como berçário natural para peixes e crustáceos, além de servir como abrigo e área de alimentação para aves. Por isso, a degradação desse ambiente não ameaça apenas uma espécie isolada, mas todo o conjunto de vida que depende desse ecossistema.
O Projeto Guará Vermelho é uma iniciativa da ONG Nudaer, desenvolvida em parceria com a Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental. O trabalho tem como objetivo promover a recuperação, conservação e preservação ambiental da biodiversidade e dos ecossistemas da bacia hidrográfica dos rios Cubatão e Casqueiro, além de seus afluentes.
Com a nova etapa de pesquisa, a expectativa é que os dados obtidos sirvam de base para ações de preservação, educação ambiental, fiscalização e planejamento de políticas públicas. Em Cubatão, o avanço do estudo reforça a importância de cuidar dos manguezais não apenas durante os mutirões de limpeza, mas de forma contínua, para garantir que o ambiente consiga se recuperar e permanecer vivo.
Fontes consultadas para apuração: A Tribuna informou que a nova fase do Projeto Guará Vermelho avalia as condições ambientais do manguezal do Rio Casqueiro e impactos que permanecem após ações de limpeza. Dados anteriores sobre a retirada de resíduos e a atuação da ONG Nudaer em parceria com a Petrobras foram divulgados pela CBN Santos e pela Prefeitura de Cubatão.






