Renato Olímpio Paulo, de 41 anos, conhecido como “Oval”, foi preso como um dos suspeitos de efetuar disparos para o alto durante um pancadão de Carnaval realizado em Santos. Ele possui um histórico de passagens pela polícia em diferentes cidades da região e do interior paulista.
O suspeito foi identificado por meio de imagens gravadas durante o evento, ocorrido no domingo (15). Nos vídeos, ele aparece em meio a uma aglomeração, enquanto jovens seguram copos com bebidas e alguns exibem armas. A prisão ocorreu na madrugada de quarta-feira (25), na divisa entre Santos e São Vicente, após ação policial.
Natural de Santos, Renato nasceu e cresceu na cidade. Ele não concluiu o Ensino Fundamental e morava no bairro Caneleira, na Zona Noroeste. Embora se apresentasse como trabalhador autônomo, a Polícia Civil o aponta como responsável por pontos de venda de drogas na região central.
Histórico criminal
O primeiro registro envolvendo Renato ocorreu ainda na adolescência, quando foi apreendido e encaminhado à Fundação Casa, na capital paulista.
Já em 2002, ele foi acusado de lesão corporal em São Vicente, mas o inquérito acabou arquivado. No ano seguinte, foi preso em Santos por roubo à mão armada e condenado a cinco anos e seis meses de prisão em regime fechado.
Em 2004, a Justiça de Campinas concedeu progressão para o regime semiaberto. No entanto, em 2005, ele voltou a ser condenado, desta vez pela Justiça de Guarujá, a três anos de prisão em regime fechado por outro crime, não detalhado.
Após um período sem registros públicos de ocorrências, Renato foi preso novamente em março de 2015, em Peruíbe, por tráfico de drogas. Ele recebeu pena de dois anos e seis meses de reclusão.
Em 2019, foi acusado de furto em Santos e, em 2022, acabou condenado a dois anos e oito meses de prisão em regime semiaberto pelo caso.
Também em 2020, foi investigado por falsa identidade, receptação e resistência. A denúncia foi aceita no ano seguinte, mas o inquérito foi arquivado em 2024.
Cronologia dos registros
2002: Acusado de lesão corporal em São Vicente; inquérito arquivado.
2003: Preso por roubo à mão armada em Santos; condenado a 5 anos e 6 meses em regime fechado.
2004: Progressão para o regime semiaberto concedida pela Justiça de Campinas.
2005: Condenado pela Justiça de Guarujá a 3 anos de prisão em regime fechado por crime não especificado.
2015: Preso por tráfico de drogas em Peruíbe; condenado a 2 anos e 6 meses de reclusão.
2019: Acusado de furto em Santos (condenação ocorreu em 2022).
2020: Investigado por falsa identidade, receptação e resistência.
2021: Denúncia aceita pela Justiça referente aos crimes investigados em 2020.
2022: Condenado a 2 anos e 8 meses em regime semiaberto pelo furto de 2019.
2024: Inquérito sobre as acusações de 2020 foi arquivado.
Mandado e prisão
No último dia 19, a Justiça expediu mandado de prisão temporária contra Renato, relacionado aos disparos efetuados durante o baile de Carnaval realizado no Morro São Bento.
Ele foi detido após perseguição policial na divisa entre Santos e São Vicente. Posteriormente, agentes cumpriram mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a ele no Morro do Tetéu, em Santos.







