Daniel Henrique Costa Ferreira, de 11 meses, morreu poucas horas antes de completar um ano de vida após ser levado com sinais de agressão ao Pronto-Socorro Central de Praia Grande. A mãe do bebê, de 30 anos, e o padrasto, de 38, foram presos depois de deixarem a unidade de saúde.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, o bebê deu entrada no hospital por volta das 22h de segunda-feira (9), já em estado grave. Daniel havia nascido em 10 de março de 2025 e morreria cerca de duas horas antes de completar um ano, na terça-feira (10).
Durante audiência de custódia, a prisão em flagrante da mãe, Thais Daniel Costa, e do padrasto, Marcelo Pereira de Oliveira, foi convertida em prisão preventiva. A decisão foi tomada no mesmo dia em que o menino completaria um ano de vida. A criança era portadora de hidrocefalia e também apresentava um desvio na coluna.
Relembre o caso
O casal levou o bebê ao pronto-socorro após ele sofrer uma parada cardíaca. Durante o atendimento, médicos identificaram sinais de possíveis agressões, entre eles afundamento no crânio, hematomas e presença de sangue no rosto.
Após a constatação dessas lesões, os dois deixaram o hospital. Um funcionário da unidade acionou a Polícia Militar, que iniciou buscas pelos suspeitos.
Com apoio de imagens do sistema de monitoramento da prefeitura, os policiais localizaram a mãe e o padrasto na casa de uma vizinha. Eles foram conduzidos à Central de Polícia Judiciária de Praia Grande, onde o caso foi registrado e ambos foram indiciados por homicídio qualificado.
Em depoimento à Polícia Civil, Thais afirmou que o filho estava muito agitado havia cerca de três dias. Segundo ela, em um momento de descontrole, decidiu administrar ao menino um medicamento de uso controlado destinado a adultos.
A mulher também relatou que estava com fortes dores e sem conseguir dormir. De acordo com a versão apresentada, ao colocar o bebê no carrinho teria acabado batendo a cabeça da criança. Ao perceber que ele estava “estranho”, decidiu levá-lo ao hospital.
Ainda segundo o depoimento, Thais afirmou que também havia tomado o mesmo medicamento e que é usuária de cocaína, mas disse não ter consumido a droga naquele dia.
Ela declarou ainda ter quatro filhos. Três deles vivem com o pai no interior do estado. Na ocasião, a mulher morava com Marcelo, com quem mantinha um relacionamento havia cerca de três meses. Thais também afirmou não ter contato com o pai de Daniel e disse não saber onde ele está.







