O encerramento das atividades de uma empresa de marketing digital em Santos tem gerado uma série de denúncias por parte de ex-funcionários e franqueados. Segundo relatos, a situação deixou aproximadamente R$ 1,1 milhão em salários, comissões e verbas rescisórias pendentes.
De acordo com os envolvidos, os atrasos nos pagamentos teriam começado ainda em janeiro, antes mesmo do anúncio oficial de encerramento, ocorrido em 10 de março. Um boletim de ocorrência foi registrado por ex-colaboradores, que também apontam a suspeita de um possível esquema de fraude atribuído ao proprietário. Eles afirmam que práticas semelhantes podem ter ocorrido em outros negócios ligados ao empresário, que não se manifestou até o momento.
A empresa teria encerrado as operações sem quitar os valores devidos, afetando cerca de 30 pessoas, entre trabalhadores contratados pelo regime CLT, profissionais que atuavam como Pessoa Jurídica (PJ) e franqueados.
Relatos indicam que, desde fevereiro, o proprietário vinha fazendo promessas de pagamento, incluindo propostas envolvendo criptomoedas e a possibilidade de aporte por um investidor estrangeiro. No entanto, segundo os denunciantes, nenhuma dessas alternativas foi concretizada.
A falta de pagamento teria impactado diretamente a vida de diversos trabalhadores. Há casos de pessoas que precisaram recorrer a empréstimos bancários para evitar despejo e conseguir manter despesas básicas.
Na última sexta-feira (27), foi apresentada aos ex-funcionários uma proposta intitulada “Acordo de Rescisão”. Conforme os relatos, o documento prevê cláusulas de não difamação e a quitação total das dívidas por um valor inferior ao que seria devido, com promessa de pagamento até a próxima terça-feira (31).
Diante da situação, já foram iniciadas ações trabalhistas e novos registros de ocorrência. Os denunciantes também alegam que o empresário teria feito alterações no nome da empresa e no endereço da sede, o que pode indicar tentativa de dificultar a identificação das operações — fato que deverá ser investigado pelas autoridades.
Ainda segundo os relatos, foram identificados diversos processos trabalhistas ligados a um empreendimento anterior associado ao mesmo empresário. Em ao menos uma decisão judicial, foi reconhecida a relação entre as empresas, permitindo a cobrança de débitos.







