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CUBATÃO CLIMA

Mãe e homem que abrigava família são presos após morte de bebê em Guarujá

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê de 1 ano em Guarujá. A mãe da criança e o homem responsável pelo imóvel onde ela estava morando foram presos temporariamente por suspeita de tortura e estupro de vulnerável.

Segundo as investigações, Iarley do Nascimento Bezerra, de 23 anos, havia se mudado há cerca de uma semana para a residência de José Erasmo Felix Mouzinho, de 52 anos, após se separar do pai do menino. De acordo com a apuração do caso, o homem auxiliava financeiramente a mulher e já teria tido um relacionamento com ela no passado.

Em depoimento, José afirmou à polícia que a relação entre os dois era semelhante à de pai e filha. Ele também declarou que ajudava Iarley porque ela não possuía familiares na cidade e disse que a criança aparentava estar bem horas antes da morte.

O bebê, identificado como Noah de Andrade Nascimento, foi levado já sem vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Rodoviária durante a madrugada de terça-feira (26). A mãe informou às autoridades que alimentou o filho na noite anterior e, depois de dormir, percebeu ao acordar que ele não apresentava sinais vitais.

Após a confirmação da morte, profissionais da unidade de saúde identificaram possíveis sinais de agressão no corpo da criança e acionaram a Polícia Militar. O pai do bebê também foi chamado ao hospital após ser informado sobre o caso.

Os pais da criança foram ouvidos inicialmente, assim como testemunhas e familiares. Como ainda não havia definição sobre possíveis crimes naquele momento, todos foram liberados após os depoimentos, mas a investigação continuou.

Horas depois, um laudo do Instituto Médico Legal apontou indícios de agressões recorrentes e violência sexual. Conforme a investigação, o corpo do menino apresentava cortes nos pulsos, arranhões, queimaduras e lesões traumáticas compatíveis com abuso.

Diante das conclusões periciais, a Delegacia Sede de Guarujá solicitou a prisão temporária de Iarley e José. O caso, que inicialmente havia sido registrado como morte suspeita, passou a ser tratado como tortura e estupro de vulnerável.

A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte e a participação de cada investigado no caso.

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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