O Palácio da Polícia, em Santos, foi oficialmente entregue nesta quinta-feira (18) após passar por uma ampla reforma voltada à recuperação estrutural do prédio. A obra foi realizada após laudos técnicos apontarem falhas graves na estrutura e risco de desabamento. O investimento do Governo do Estado chegou a R$ 15,5 milhões.
O edifício abriga a sede do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter-6), responsável pela coordenação das atividades da Polícia Civil na Baixada Santista e no Vale do Ribeira.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, da prefeita em exercício de Santos, Audrey Kleys, além de autoridades da segurança pública e representantes políticos da região.
Durante o evento, o governador destacou a importância da reforma para melhorar as condições de trabalho dos policiais civis e o atendimento à população. Segundo ele, os investimentos na área da segurança têm contribuído para a redução dos índices de criminalidade.
Novos investimentos na segurança pública
Além da revitalização do Palácio da Polícia, o Governo do Estado anunciou novos investimentos para a segurança pública da região.
A Polícia Militar recebeu 24 novas viaturas, destinadas às cidades de Santos, Guarujá, Peruíbe, São Vicente e Praia Grande. O investimento foi de aproximadamente R$ 5,2 milhões.
Já a Polícia Civil recebeu sete veículos para reforçar as equipes de Itanhaém, Santos e Praia Grande, com custo estimado em R$ 1,2 milhão.
Também foi anunciada a entrega de 51 fuzis calibre 5.56 para a Polícia Militar, adquiridos com investimento de R$ 604 mil.
Outro anúncio feito durante a solenidade foi a construção da nova sede do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Guarujá. O projeto prevê investimento de R$ 30,9 milhões, com conclusão estimada para abril de 2027.
Histórico de problemas e interdições
As condições do prédio vinham sendo alvo de denúncias desde 2015, quando representantes sindicais passaram a alertar sobre a deterioração da estrutura.
Em 2019, um laudo técnico apontou risco de desabamento, o que levou a Justiça a determinar a interdição do imóvel em fevereiro de 2021. Posteriormente, a decisão foi suspensa após o Governo do Estado apresentar um cronograma de obras emergenciais.
A reforma começou em novembro de 2021, inicialmente com previsão de conclusão entre 10 e 15 meses. No entanto, os trabalhos sofreram atrasos e se prolongaram por anos.
Entre os principais problemas identificados ao longo das perícias estavam infiltrações, mofo, falhas elétricas, ausência de sistemas adequados de combate a incêndio, irregularidades nos elevadores, falta de ventilação adequada e condições consideradas insalubres em alguns ambientes.
Em julho de 2025, a Justiça voltou a determinar a interdição do prédio devido ao descumprimento de prazos e à ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).







