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CUBATÃO CLIMA

Cubatão aposta em árvores para enfrentar calor extremo e chuvas mais intensas

Arborização urbana passa a ser tratada como estratégia de adaptação climática e município amplia planejamento para enfrentar efeitos das mudanças no clima

 

O aumento das temperaturas e a ocorrência de chuvas mais intensas estão levando cidades da Baixada Santista a ampliar o papel da arborização no planejamento urbano. Em Cubatão, as árvores passam a ser tratadas não apenas como elementos paisagísticos, mas também como parte da infraestrutura necessária para preparar a cidade para os efeitos das mudanças climáticas.

 

O tema ganhou destaque durante o 2º Simpósio das Cidades Brasileiras – Árvores do Mundo, realizado nesta semana em Cubatão, reunindo gestores públicos, pesquisadores e especialistas de diferentes regiões.

 

Entre os principais pontos discutidos está a utilização da arborização para reduzir ilhas de calor, ampliar áreas de sombra, melhorar a absorção da água das chuvas e contribuir para a redução de processos erosivos.

 

Árvores como infraestrutura urbana

 

A discussão propõe uma mudança na forma como as cidades enxergam a arborização. Em vez de as árvores serem tratadas somente como ornamentação, especialistas defendem sua incorporação ao planejamento urbano como ferramenta de adaptação climática.

 

A vegetação contribui para diminuir a temperatura dos ambientes, proporciona sombreamento e auxilia na retenção da água durante períodos de chuvas intensas.

 

Em Cubatão, a questão climática possui características particulares. O município combina áreas urbanizadas e industriais com grandes extensões preservadas de Mata Atlântica, manguezais e áreas inseridas no Parque Estadual da Serra do Mar.

 

Cubatão amplia mapeamento das árvores

 

Uma das ferramentas utilizadas pelo município é o levantamento georreferenciado da arborização.

 

Neste ano, 5.797 árvores já foram cadastradas e georreferenciadas em 360 graus. As informações permitem identificar a arborização existente e auxiliam no planejamento das intervenções e do manejo das árvores em áreas urbanas.

 

O município também possui um Plano Municipal de Arborização Urbana e desenvolve ações de compensação ambiental envolvendo o plantio de espécies nativas.

 

Em 2026, Cubatão definiu ainda o manacá-da-serra como árvore-símbolo do município, após votação popular realizada entre espécies nativas da Mata Atlântica.

 

Desafio envolve toda a Baixada Santista

 

O debate realizado em Cubatão também envolveu representantes de outros municípios da região, que enfrentam desafios semelhantes relacionados ao calor, impermeabilização do solo, ocupação urbana e aumento da intensidade das chuvas.

 

A necessidade de ampliar a cobertura vegetal aparece associada a outras estratégias, como criação e preservação de parques, recuperação de áreas degradadas, aumento das áreas permeáveis e planejamento da ocupação urbana.

 

Cubatão recebeu pelo segundo ano consecutivo o reconhecimento do programa internacional Tree Cities of the World, destinado a cidades que adotam práticas de planejamento, manejo e preservação de árvores e florestas urbanas.

 

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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