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CUBATÃO CLIMA

Lula cobra países ricos por mais apoio ao Sul Global durante Cúpula do G7

Presidente brasileiro discursou como convidado do encontro na França e defendeu ações para reduzir desigualdades entre países ricos e pobres

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta terça-feira (16) como convidado da Cúpula do G7, realizada em Évian, na França, e cobrou dos países mais ricos maior empenho no apoio às nações em desenvolvimento.

 

Durante a fala, Lula afirmou que os desafios globais têm aumentado, enquanto a solidariedade internacional diminui. Segundo ele, a desigualdade entre países ricos e pobres cresceu nos últimos anos, exigindo respostas mais efetivas da comunidade internacional.

 

O presidente destacou que o atual sistema econômico produz riqueza em abundância, mas distribui oportunidades de forma desigual. Ele também citou a queda na ajuda internacional ao desenvolvimento e a redução de recursos destinados a organismos como o Programa Mundial de Alimentos, a Organização Mundial da Saúde e o Unicef.

 

Lula afirmou que esses cortes impactam diretamente populações vulneráveis em países em desenvolvimento, afetando áreas como alimentação, saúde, educação e proteção social.

 

Críticas ao modelo econômico

 

Durante o discurso, o presidente brasileiro também criticou políticas econômicas baseadas em desregulamentação, Estado mínimo e austeridade fiscal. Para Lula, esse modelo ampliou desigualdades econômicas e contribuiu para crises políticas que afetam democracias em diferentes regiões.

 

Ele também alertou para o avanço do protecionismo e do unilateralismo como respostas insuficientes aos problemas globais.

 

Propostas do Brasil

 

Lula defendeu mecanismos internacionais que ampliem o espaço fiscal de países mais vulneráveis, como a troca de dívida por ações climáticas ou investimentos sociais.

 

O presidente citou iniciativas brasileiras, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado à conservação de florestas tropicais, e a Aliança Global contra a Fome, que busca compartilhar experiências e apoiar políticas públicas de combate à desigualdade.

 

Combate ao crime e cooperação internacional

 

O presidente também comentou a declaração do G7 sobre combate ao tráfico de drogas. Segundo ele, o enfrentamento ao narcotráfico deve ser associado ao combate a outros crimes, como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.

 

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional e o diálogo entre instituições, inclusive por meio da Interpol, para localizar ativos e pessoas ligadas a essas atividades criminosas.

 

Tecnologia e minerais críticos

 

Ao final do discurso, o presidente abordou os desafios envolvendo inteligência artificial, transição energética e minerais críticos.

 

Segundo Lula, países detentores desses minerais devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia produtiva, com industrialização, transferência de tecnologia e formação de capacidades.

 

Para o presidente, as transições energética e digital não devem repetir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos países ou empresas.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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