O Grupamento Guardiã Maria da Penha, vinculado à Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande, já realizou o atendimento de 582 mulheres desde o início de suas atividades, em 2023. Atualmente, a equipe acompanha 196 vítimas que possuem medidas protetivas e já efetuou mais de 70 prisões relacionadas a casos de violência doméstica e descumprimento de determinações judiciais.
Somente em 2026, 24 homens foram presos em ações ligadas a essas ocorrências. Além do acompanhamento e das medidas preventivas, as mulheres atendidas também podem solicitar o auxílio-aluguel disponibilizado pelo Governo do Estado de São Paulo.
Durante a campanha Agosto Lilás, o grupamento participa de diversas atividades educativas voltadas à conscientização sobre diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais. As ações também têm como objetivo divulgar os serviços de proteção disponíveis no município.
A programação inclui iniciativas direcionadas aos estudantes do sexto ao nono ano da rede municipal de ensino, organizadas pela Secretaria de Diversidade e Inclusão (Sedi). Também estão previstas rodas de conversa com profissionais da construção civil, buscando ampliar a conscientização masculina sobre a prevenção e o combate à violência doméstica.
As mulheres que necessitam de apoio podem procurar atendimento nos serviços de assistência social, saúde, segurança pública e órgãos do sistema de Justiça, que integram a rede de proteção e acolhimento do município. Em situações de emergência ou necessidade de orientação, o contato com a Guarda Civil Municipal pode ser feito pelo telefone 153.
Benefício oferece apoio financeiro temporário
Mulheres em situação de violência doméstica também podem solicitar o Auxílio-Aluguel disponibilizado pelo Governo de São Paulo. O programa garante o pagamento de R$ 500 por mês durante até seis meses, com possibilidade de renovação pelo mesmo período, conforme análise do caso.
Para ter acesso ao benefício, é necessário possuir medida protetiva, residir no Estado de São Paulo, estar em situação de vulnerabilidade social e ter renda familiar de até dois salários mínimos antes da separação. O cadastramento é realizado por meio da rede municipal de assistência social.







