Um homem foi preso temporariamente durante uma investigação sobre o sequestro e a morte de uma vítima de 63 anos em Itanhaém. O caso teria relação com um chamado “tribunal do crime”, motivado por uma acusação de assédio sexual envolvendo duas crianças que moravam nas proximidades da vítima.
A prisão de Murilo da Silva de Oliveira foi realizada na última sexta-feira (28) pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém. Ele é investigado por possível participação nos crimes de sequestro, homicídio e ocultação de cadáver.
A investigação começou após o desaparecimento de um homem conhecido como “Zezinho”. Segundo a Polícia Civil, ele faria 64 anos em setembro e era pai de cinco filhos.
De acordo com as informações reunidas pelos investigadores, a vítima teria sido alvo de uma ação criminosa depois de ser acusada de assediar sexualmente duas crianças vizinhas. Até o momento, porém, a acusação não foi comprovada e permanece sob investigação.
Sequestro foi registrado por câmeras
Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram o momento em que a vítima, que estava de bicicleta na Rua Emídio de Souza, no bairro Jardim Oásis, teria sido perseguida, agredida e levada à força. O crime aconteceu no dia 18 de fevereiro.
Após ser colocada em um veículo, a vítima teria sido transportada inicialmente para uma área do próprio bairro Oásis e, posteriormente, para a região rural do bairro Mambu.
O veículo que teria sido utilizado na ação foi localizado pelos investigadores depois de ser incendiado.
As diligências também apontaram que, antes do desaparecimento, houve um conflito envolvendo a mãe de uma das crianças e a vítima. Na ocasião, a residência de Zezinho teria sido invadida, saqueada e destruída.
A DIG continua trabalhando para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar o papel de cada suspeito, localizar os demais envolvidos e encontrar o corpo da vítima.
Polícia identificou cinco suspeitos
Ao longo das investigações, cinco pessoas foram identificadas como suspeitas de envolvimento no crime. Conforme a apuração policial, três delas teriam participado diretamente da execução, enquanto outras duas são investigadas por possível envolvimento no planejamento, na instigação e no auxílio ao sequestro.
Murilo teve a prisão temporária solicitada pela Polícia Civil e o pedido foi autorizado pela Justiça. Ele permanece preso na Cadeia Pública de Peruíbe, à disposição do Poder Judiciário.
Outro investigado, identificado como Orlando Tavares, também é alvo de um mandado de prisão temporária, mas ainda não foi localizado e é considerado foragido.
Um terceiro suspeito, conhecido pelo apelido de “Bahia”, também não teve o paradeiro localizado até o momento.
As demais pessoas investigadas estão sendo ouvidas pela polícia e colaboram com as diligências. A participação de cada uma delas ainda está sendo analisada pelas autoridades.







