Complexo hidrelétrico no pé da Serra do Mar impressiona pela engenharia, com estrutura subterrânea, queda d’água de cerca de 720 metros e papel decisivo no desenvolvimento paulista
A Usina Henry Borden, em Cubatão, completa 100 anos em outubro de 2026 e segue como um dos maiores símbolos da engenharia e da história industrial do Estado de São Paulo. Inaugurada em 1926, a estrutura fica no sopé da Serra do Mar e chama a atenção pelo porte, pela tecnologia e pelo papel estratégico que teve no crescimento paulista ao longo do século XX.
O complexo utiliza a força de uma queda d’água de aproximadamente 720 metros. Com a gravidade e a inclinação da serra, a água chega às turbinas em altíssima velocidade, variando entre 420 e 430 km/h. É essa força natural, transformada em energia, que ajudou a abastecer a expansão urbana da capital e o avanço industrial de regiões como Cubatão e o ABC Paulista.
A usina é operada pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia, a EMAE, e conta com duas áreas principais. A parte externa abriga oito turbinas do tipo Pelton, com capacidade de geração de 469 megawatts. Já a estrutura subterrânea possui mais seis turbinas, com capacidade de 420 megawatts, formando um conjunto robusto e pouco comum entre as hidrelétricas brasileiras.
Além da importância energética, a Henry Borden também carrega valor histórico, turístico e cultural para Cubatão. A usina está diretamente ligada à transformação da cidade em polo industrial e ao desenvolvimento econômico do Estado, sendo considerada uma verdadeira peça-chave da infraestrutura paulista.
Na sexta-feira (24), o complexo recebeu uma visita técnica de autoridades estaduais e municipais para tratar do planejamento das comemorações do centenário. A comitiva percorreu áreas operacionais da usina com uso de equipamentos de proteção individual e acompanhou detalhes do funcionamento do sistema.
Participaram da agenda a secretária estadual de Cultura, Marília Marton, e representantes da Prefeitura de Cubatão, entre eles os secretários Guilherme Amaral, de Governo; Omar Bermedo, de Cultura; e Elias Silva, de Turismo.
A visita foi conduzida por equipes da EMAE, com orientações técnicas sobre a operação e a relevância do complexo. Com um século de história, a Henry Borden reforça o papel de Cubatão como cidade estratégica para São Paulo. Mais do que uma usina, o complexo representa a união entre natureza, tecnologia, indústria e memória, em uma estrutura que segue despertando curiosidade e orgulho pela grandiosidade de sua engenharia.







