Um homem armado invadiu uma loja de roupas e fez quatro pessoas reféns, entre elas um bebê de apenas 57 dias de vida, durante um assalto em Guarujá, no litoral de São Paulo. Durante a ação, o criminoso impediu que a mãe pegasse o próprio filho e chegou a ameaçar atirar contra a criança. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento.
O caso aconteceu na sexta-feira (6), na Alameda das Tulipas, no bairro Jardim Primavera. No momento da invasão, a proprietária do estabelecimento, Síntia Santos, estava acompanhada do filho recém-nascido, de uma comerciante vizinha e de um adolescente, filho de uma amiga.
Segundo o relato da vítima, o criminoso anunciou o assalto e começou a recolher os pertences das pessoas que estavam no local. O prejuízo estimado pela comerciante ultrapassa R$ 25 mil.
Entre os objetos levados estavam quatro aparelhos celulares, uma aliança de ouro, uma corrente e uma bicicleta que estava do lado de fora da loja.
Durante o roubo, uma comerciante que estava no estabelecimento demonstrou resistência em entregar o celular e a aliança de casamento. Diante da recusa, o assaltante apontou a arma em sua direção e fez ameaças.
A mulher acabou entregando os objetos após ser orientada por Síntia. Na sequência, o criminoso ordenou que as duas mulheres e o adolescente entrassem no banheiro, proibindo que saíssem ou olhassem para trás.
A proprietária, porém, foi impedida de buscar o filho, que permaneceu sozinho dentro da loja. De acordo com a mãe, o assaltante também ameaçou atirar contra o recém-nascido.
Em seu relato, Síntia contou que o criminoso determinou que todos permanecessem no banheiro e ameaçou disparar caso alguém desobedecesse às ordens.
Mãe ainda se recupera do parto
Síntia relatou que está emocionalmente abalada com o ocorrido. Ela deu à luz há apenas 57 dias e ainda enfrenta o período de recuperação pós-parto.
Apesar de o bebê não ter sofrido ferimentos, a comerciante afirmou que a criança passou a chorar constantemente desde o assalto. Ela também contou que precisou recorrer a medicamentos calmantes após o episódio.
A mãe explicou que viveu momentos de desespero ao pensar nas consequências de uma possível reação contra o criminoso, principalmente por também ter outro filho.
A comerciante afirmou ainda que já realizou um curso de vigilante e acredita que a arma utilizada pelo assaltante era verdadeira. Segundo ela, nunca havia visto o suspeito circulando pela região.
O estabelecimento funciona no mesmo endereço há seis anos e, conforme a proprietária, nunca havia sido alvo de um assalto.
Até o momento do relato, Síntia ainda não havia registrado boletim de ocorrência, mas informou que pretende procurar a polícia para formalizar a denúncia.






