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CUBATÃO CLIMA

Caso entre vereador e ex-secretária de Segurança é encerrado pela Justiça

A Justiça de Santos determinou o arquivamento de um inquérito policial que investigava o vereador Allisson Sales (PL), após denúncia apresentada pela delegada e ex-secretária de Segurança do município, Raquel Gallinati. O parlamentar havia sido acusado de perseguição, violência psicológica e violação de sigilo funcional.

A investigação teve início depois que o vereador denunciou a então secretária por suposto desvio de conduta, alegando que ela utilizava uma viatura oficial para compromissos pessoais. Em suas redes sociais, Allisson divulgou a imagem e o emplacamento de um veículo descaracterizado da Guarda Civil Municipal e cobrou explicações sobre possível abuso de poder e desvio de finalidade, afirmando que o carro estaria sendo usado em viagens particulares para a capital.

Na ocasião, Raquel Gallinati afirmou que o uso do veículo era legal e voltado a atividades profissionais. Ela também explicou que a viatura era descaracterizada devido a ameaças de morte recebidas naquele período. Segundo a delegada, a divulgação do emplacamento comprometeu sua segurança, o que motivou o pedido de abertura do inquérito.

Em fevereiro deste ano, tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público já haviam se posicionado pelo arquivamento do caso por falta de provas. Ainda assim, a ex-secretária solicitou a revisão da decisão junto à Procuradoria-Geral de Justiça.

O procurador responsável manteve o entendimento pelo arquivamento. Apesar disso, foi apontado que os dados divulgados teriam sido obtidos de forma irregular. Durante a apuração, foi levantada a suspeita de que o vereador teria solicitado a policiais informações sobre o trajeto da viatura, com base no emplacamento, entre julho de 2024 e abril de 2025.

Mesmo com esse apontamento, o entendimento foi de que não há elementos suficientes para a abertura de uma ação penal. A orientação é de que eventuais irregularidades sejam analisadas na esfera administrativa, por meio da corregedoria competente.

A defesa de Raquel Gallinati informou, por meio de nota, que respeita a decisão judicial e aguarda o encaminhamento do caso aos órgãos responsáveis para continuidade das apurações administrativas.

Já o vereador afirmou que pretende acionar o Ministério Público em busca de novos esclarecimentos sobre o uso da viatura, alegando que suas solicitações anteriores não foram devidamente respondidas.

 
 

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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