[radio_player id="1"]
CUBATÃO CLIMA

Cubatão apoia protocolo regional para combater descarte irregular de resíduos na Baixada Santista

Proposta foi discutida durante reunião do Condesb, que também debateu ocupações irregulares, déficit habitacional, planejamento urbano, mobilidade e proteção ambiental

Cubatão participou nesta segunda-feira (24) da 265ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), realizada no Palácio das Artes, em Praia Grande.

O encontro reuniu representantes dos municípios da Baixada Santista, Ministério Público, órgãos públicos, universidades e sociedade civil para discutir problemas que ultrapassam os limites de cada cidade e exigem soluções regionais.

Representando o prefeito César Nascimento, o secretário de Governo e Comunicação, Guilherme Amaral, participou das discussões, que tiveram entre os principais temas a gestão de resíduos sólidos, fiscalização, ocupações irregulares, habitação, planejamento urbano, mobilidade, drenagem e proteção ambiental.

Ministério Público propõe protocolo regional para resíduos

 

Durante a reunião, a promotora de Justiça Almachia Zwarg Acerbi, do Núcleo GAEMA-BS do Ministério Público de São Paulo, apresentou um diagnóstico sobre a gestão dos resíduos sólidos na região.

Entre os problemas apontados estão dificuldades no cumprimento do plano regional de gerenciamento de resíduos e na execução dos próprios planos municipais.

A avaliação apresentada é de que falhas em qualquer ponto da cadeia, desde quem produz o resíduo até o transporte e a destinação final, podem comprometer todo o sistema.

O descarte irregular em manguezais, áreas vulneráveis e outros pontos do território também foi destacado como responsável por impactos ambientais, urbanos e sociais.

Como encaminhamento, foi defendida a criação de um protocolo regional de atuação e educação, estabelecendo procedimentos comuns entre as cidades para identificar áreas de risco, fiscalizar irregularidades e acompanhar geradores, transportadores e locais de destinação dos resíduos.

Cubatão defende fiscalização conjunta

 

Cubatão manifestou apoio à construção do protocolo regional.

Segundo Guilherme Amaral, a circulação da água e a integração ambiental entre os municípios fazem com que o descarte irregular realizado em uma cidade possa produzir consequências em outras áreas da Baixada Santista.

“A gestão de resíduos sólidos não pode ser tratada de forma isolada por cada Prefeitura. O lixo descartado irregularmente em um ponto da região acaba impactando os manguezais, rios e canais de todos os municípios vizinhos”, afirmou.

O secretário defendeu uma estratégia envolvendo fiscalização, fortalecimento das cooperativas e conscientização da população.

Municípios discutem transporte clandestino de resíduos

 

O prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão, anfitrião da reunião, também defendeu maior integração entre municípios, Polícia Militar, Ministério Público, universidades e sociedade civil.

Entre os pontos levantados esteve a necessidade de fiscalização permanente para combater o transporte irregular de resíduos realizado por caminhões e outros veículos clandestinos.

Mourão também chamou atenção para problemas provocados pelo crescimento populacional e pela ocupação do território, como o assoreamento de rios, braços de mar e canais, situação que pode prejudicar o escoamento das águas.

A vice-prefeita de Santos, Audrey Kleys, abordou ainda a necessidade de uma estrutura metropolitana integrada para gestão de resíduos e destacou a atuação das cooperativas na reciclagem.

Ocupações irregulares entram no debate

 

A relação entre descarte de resíduos, ocupações irregulares e degradação territorial também esteve entre os assuntos discutidos.

A avaliação apresentada durante o encontro é de que o problema não pode ser enfrentado apenas por meio de fiscalização e punições.

As soluções precisam envolver políticas de habitação, saúde, assistência social, educação, cultura e infraestrutura, juntamente com ações para impedir o descarte clandestino.

Déficit habitacional preocupa a região

 

Outro tema tratado foi o déficit habitacional histórico da Baixada Santista.

Os representantes defenderam que a construção de novas moradias seja acompanhada de infraestrutura e serviços públicos, considerando também aspectos relacionados ao meio ambiente, macrodrenagem, urbanização e mobilidade.

Durante a reunião também foram apresentados os resultados do V Fórum Social da Baixada Santista, conduzidos por Marcos Pellegrini Bandini, da organização Concidadania.

Para Cubatão, as discussões possuem impacto especialmente estratégico pela posição do município entre o polo industrial, o Porto de Santos e as principais rodovias de ligação entre a Baixada Santista e o Planalto.

A participação no Condesb reforça a busca por soluções conjuntas para problemas ambientais e urbanos que atingem toda a Região Metropolitana.

Compartilhe:

Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

Edit Template