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CUBATÃO CLIMA

Mulher admite falsa denúncia de sequestro e responderá por crime na Baixada Santista

Uma mulher de 48 anos irá responder por falsa comunicação de crime após relatar um suposto sequestro seguido de tentativa de roubo entre as cidades de Praia Grande e Santos. De acordo com a Polícia Civil, ela confessou ter inventado a história e afirmou que estava emocionalmente abalada no momento em que procurou as autoridades.

O caso teve início no sábado (16), quando familiares acionaram a Polícia Militar após perderem contato com a mulher. Segundo os parentes, o celular dela estava desligado, o que aumentou a preocupação com um possível desaparecimento.

Ela foi encontrada no bairro Saboó, em Santos, e encaminhada à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde registrou um boletim de ocorrência relatando ter sido vítima de um sequestro.

No depoimento inicial, a mulher afirmou que dirigia o próprio veículo em Praia Grande quando teria sido abordada por dois homens na Avenida Ayrton Senna da Silva. Conforme a versão apresentada, ela foi obrigada a seguir até Santos com os suspeitos dentro do carro, mas nenhum objeto teria sido roubado.

Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil determinou a apreensão do veículo para realização de perícia e coleta de possíveis impressões digitais. Antes de prestar depoimento formal, porém, a mulher deixou a delegacia alegando que não estava se sentindo bem.

Na segunda-feira (18), ela retornou à unidade policial para esclarecer os fatos. Durante o novo depoimento, admitiu que a história não era verdadeira. Segundo relatou, estava emocionalmente fragilizada e, diante da preocupação demonstrada pelos familiares, decidiu sustentar a versão falsa do crime.

A falsa comunicação de crime é prevista no Artigo 340 do Código Penal Brasileiro. A infração ocorre quando alguém provoca a atuação das autoridades ao informar um delito inexistente. A pena pode variar de detenção de um a seis meses, além da possibilidade de multa.

De acordo com a Polícia Civil, em casos envolvendo réus primários, é comum a aplicação de medidas alternativas, como prestação de serviços comunitários.

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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