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CUBATÃO CLIMA

Mulher é presa por venda clandestina de canetas emagrecedoras em Cubatão

Produtos associados à tirzepatida e à retatrutida foram encontrados sem registro sanitário ou documentação que autorizasse a comercialização

 

Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante por suspeita de comercializar irregularmente produtos apresentados como “canetas emagrecedoras” em Cubatão. A prisão ocorreu na segunda-feira (31), em um imóvel localizado no bairro Vila Esperança.

 

A suspeita teria sido identificada durante uma investigação conduzida pelo 1º Distrito Policial de Cubatão. Segundo o boletim de ocorrência, os produtos eram anunciados e vendidos por meio das redes sociais.

 

Após localizar a mulher, os policiais realizaram uma vistoria no imóvel. No local, foram apreendidos uma ampola contendo produto identificado como tirzepatida acompanhada de líquido para mistura, uma caneta identificada como retatrutida, seis agulhas para aplicação, um recipiente vazio destinado ao descarte de agulhas e um telefone celular.

 

Ainda conforme o registro policial, os produtos não apresentavam identificação de registro sanitário nem documentação que autorizasse sua comercialização. O material foi apreendido e deverá passar por análise. Por isso, ainda não é possível afirmar que as embalagens continham efetivamente as substâncias indicadas nos rótulos.

 

Retatrutida não tem autorização no Brasil

 

A retatrutida é uma substância experimental que, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não possui autorização para comercialização no Brasil. Em fevereiro deste ano, a agência determinou a apreensão de produtos identificados como “Retatrutide 40 mg”, de todas as marcas e lotes.

 

A tirzepatida possui medicamento regularmente registrado no país, mas sua venda deve ocorrer em estabelecimentos autorizados, mediante prescrição médica e retenção da receita. A existência de tirzepatida aprovada não torna regulares produtos fracionados, manipulados ou vendidos sem comprovação de origem e registro sanitário.

 

A Anvisa alerta que produtos injetáveis de origem desconhecida não oferecem garantia sobre composição, concentração, qualidade, armazenamento ou esterilidade. Também podem ter sido transportados sem a refrigeração adequada, comprometendo a segurança do conteúdo.

 

O uso indevido de medicamentos dessa classe pode provocar efeitos adversos graves. Entre os riscos mencionados pela agência está a pancreatite aguda, além de complicações relacionadas à aplicação de substâncias sem procedência ou acompanhamento médico.

 

Investigação deve apurar origem dos produtos

 

O caso foi registrado com base no artigo 273 do Código Penal, relacionado à falsificação, adulteração ou comercialização de produtos terapêuticos e medicinais em desacordo com as exigências legais.

 

As apreensões permanecerão à disposição da Justiça. A polícia poderá analisar o telefone celular recolhido para tentar identificar a origem dos produtos, possíveis fornecedores, compradores e outras pessoas eventualmente envolvidas na comercialização.

 

Até a última atualização, não havia informações sobre a quantidade de produtos já vendidos, valores cobrados, compradores identificados ou relatos de pessoas que tenham apresentado reações após o uso.

 

A mulher deve ser tratada como suspeita, e as circunstâncias do caso ainda serão investigadas.

 

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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