A Polícia Civil apreendeu o sexto adolescente suspeito de envolvimento na morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, agredido durante um roubo em Santos, no dia 24 de outubro. A atualização, divulgada na quinta-feira (5), representa mais um avanço na investigação do caso, que provocou repercussão na Baixada Santista.
Segundo as informações divulgadas pela imprensa, o adolescente apreendido tem 17 anos e foi encaminhado à Fundação Casa. Outros cinco adolescentes suspeitos já estavam internados. A polícia ainda busca três investigados: um adolescente de 14 anos e dois adultos, de 18 e 19 anos. Os números representam a situação informada na atualização de 5 de novembro e podem mudar com novas diligências.
Engenheiro foi atacado após sair de apresentação musical
Marcelo foi abordado por um grupo de pessoas na madrugada de 24 de outubro, após se afastar dos amigos durante uma apresentação musical em Santos. Ele foi cercado, derrubado e agredido com socos e chutes. O celular e outros pertences da vítima foram roubados. Parte da agressão foi registrada em vídeo, material que integra as apurações policiais.
Socorrido em estado grave, o engenheiro passou por atendimento hospitalar em Santos e foi transferido para a capital paulista, mas não resistiu aos ferimentos. Ele era mestrando da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), instituição que lamentou a morte e cobrou esclarecimento dos fatos.
Investigação segue em andamento
O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte. A Polícia Civil trabalha com imagens, depoimentos e informações digitais para individualizar a participação dos suspeitos. A investigação também apura a possível participação do grupo em outras abordagens naquela madrugada.
A polícia informou anteriormente não ter encontrado elementos que sustentassem motivação política ou homofóbica para o crime. Essa conclusão preliminar não impede a continuidade das diligências para esclarecer todas as circunstâncias. A identificação de suspeitos não representa condenação, e os envolvidos têm direito ao devido processo legal.
Fontes: UOL, Folha de S.Paulo e informações da investigação policial divulgadas em 5 e 6 de novembro de 2026. Imagem ilustrativa da Polícia Civil, acervo CN.






