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CUBATÃO CLIMA

Ministro diz que Copa Feminina no Brasil terá legado sociocultural

Paulo Henrique Cordeiro afirmou que Mundial de 2027 deve ampliar a inclusão de meninas no futebol e fortalecer o esporte feminino no país

 

O Brasil se prepara para sediar, em 2027, a primeira edição da Copa do Mundo Feminina da FIFA realizada na América do Sul. Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira (17), o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o principal legado do torneio será sociocultural.

 

Segundo o ministro, a competição deve contribuir para mudar a forma como o futebol feminino é visto no país, promovendo a inclusão de meninas e combatendo desigualdades históricas em relação ao futebol masculino.

 

“Eu garanto a todos os brasileiros e brasileiras que nós vamos fazer a melhor e a maior Copa do Mundo feminina que já teve na história. O maior legado que nós vamos ter dessa Copa não é um legado de infraestrutura física, de equipamentos do esporte, é uma mudança de visão, uma mudança sociocultural”, afirmou.

 

No início deste mês, foi sancionada a Lei Geral da Copa, que estabelece regras para a organização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil. A legislação busca garantir segurança jurídica, operacional e institucional para a realização do torneio.

 

A lei também prevê princípios voltados à promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino.

 

Contagem regressiva

 

O ministro destacou que as ações de divulgação da Copa já estão em andamento. Uma delas será um evento de lançamento em Miami, nos Estados Unidos, no dia 24 de junho, data que marca a contagem regressiva de um ano para o início dos jogos.

 

“A Copa do Mundo não começa no apito inicial do primeiro jogo, ela inicia cerca de dois anos antes. Para que nós possamos ter aquele espetáculo perfeito, é necessário que nós tenhamos toda uma caminhada. E é nessa caminhada que nós estamos hoje”, disse Cordeiro.

 

Torneio deve envolver outras cidades

 

Embora a Copa conte com oito cidades-sede oficiais no Brasil, por critérios de infraestrutura da FIFA, o Governo Federal pretende integrar outras localidades ao evento.

 

Segundo o ministro, cidades fora do eixo principal poderão receber espaços de treinamento, delegações e torcidas, ampliando o alcance da competição pelo país.

 

“Nós vamos levar o futebol feminino para todos os espaços. Os estados em que as capitais não serão uma sede, nós vamos ter também outros espaços para treinamento, ou para acolhimento das torcidas e das diversas delegações que estarão chegando no Brasil”, afirmou.

 

Esporte como inclusão social

 

Durante a entrevista, Paulo Henrique Cordeiro também defendeu o esporte como ferramenta de inclusão social, saúde preventiva, lazer e formação cidadã.

 

Segundo ele, as políticas públicas da atual gestão têm como foco a descentralização das ações e o atendimento de regiões com maior necessidade, especialmente Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

 

“O esporte é uma estrutura composta por várias ferramentas que promovem a inclusão social, saúde preventiva, lazer e, principalmente, a formação cidadã, garantindo que tenhamos meninos e meninas longe do crime”, pontuou.

 

Programa TEAtivo

 

O ministro também destacou o programa TEAtivo, voltado a crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Apae Brasil e oferece atividades esportivas adaptadas.

 

O programa auxilia no desenvolvimento motor, cognitivo, na atenção, socialização e autorregulação emocional dos participantes. Inicialmente implantado no Nordeste, onde atende 1.840 estudantes, o projeto foi expandido para a Região Norte, beneficiando 1.200 famílias.

 

De acordo com Cordeiro, além de promover inclusão, o programa também tem ajudado na identificação de outros jovens com necessidade de acompanhamento.

 

O plano do Ministério do Esporte é expandir o TEAtivo para as 11 capitais que ainda não contam com a iniciativa.

 

O programa “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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