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CUBATÃO CLIMA

Morre aos 95 anos Luis Garcia Jorge, escultor que deixou sua arte espalhada por Cubatão

Artista espanhol foi responsável por monumentos que fazem parte da paisagem da cidade, incluindo esculturas de Pelé e Afonso Schmidt e o obelisco dos emancipadores

 

Cubatão perdeu nesta quinta-feira (20) um artista responsável por algumas das obras que há décadas fazem parte da paisagem e da memória do município. O escultor Luis Garcia Jorge morreu aos 95 anos, depois de dedicar mais de seis décadas à arte.

 

Nascido em Zamora, na Espanha, Garcia Jorge estudou Belas Artes e chegou ao Brasil na década de 1960. Estabelecido na Baixada Santista, construiu uma extensa carreira e continuou trabalhando até pouco tempo antes de sua morte.

 

Em Cubatão, suas esculturas estão presentes em praças, parques e equipamentos públicos, homenageando personagens diretamente relacionados à história, à cultura e à formação do município.

 

De Pelé aos emancipadores de Cubatão

 

Entre as últimas obras do escultor presentes na cidade estão as estátuas de Pelé e Afonso Schmidt, instaladas no Píer do Jardim Casqueiro.

 

A escultura do Rei Pelé foi restaurada pelo próprio Garcia Jorge antes de ser instalada no Píer. Já com mais de 90 anos, o artista trabalhou no reforço e recuperação da peça que havia criado anteriormente.

 

Outro trabalho de grande significado histórico está na Praça dos Emancipadores, em frente ao Paço Municipal. Garcia Jorge é o autor do obelisco que reúne representações dos personagens envolvidos no movimento pela emancipação político-administrativa de Cubatão.

 

Obras estão em diferentes pontos da cidade

 

O legado do artista pode ser encontrado em várias regiões de Cubatão.

Garcia Jorge criou o Monumento do Barqueiro, instalado no Largo do Sapo; o busto de José Edgar da Silva, no Bloco Cultural; o busto de Giusfredo Santini, na entrada da cidade; o de Mario dos Santos, no Camp; e o de Ayres Coutinho, localizado no Parque Anilinas.

 

São trabalhos que foram incorporados ao cotidiano dos moradores e ajudam a preservar personagens e episódios da história cubatense.

 

“A Cidade perde um grande artista, mas fica o legado de alguém que ajudou a contar a nossa história por meio da arte”, afirmou o prefeito César Nascimento ao lamentar a morte do escultor.

 

Legado em toda a Baixada Santista

 

A produção de Luis Garcia Jorge não ficou restrita a Cubatão.

 

Em Santos, onde viveu e desenvolveu grande parte de sua carreira, existem 23 esculturas públicas de sua autoria, entre estátuas, bustos e hermas.

 

Entre seus trabalhos estão o Monumento a Cristóvão Colombo, nos jardins da orla; o conjunto de Dom Quixote e Sancho Pança, no Centro Espanhol; e o busto do Visconde de Mauá, na Praça Mauá.

 

O escultor também realizou trabalhos de restauração de monumentos históricos na região.

 

Com sua morte, Cubatão se despede do artista, mas mantém parte importante de seu legado a céu aberto. Suas esculturas permanecem espalhadas pela cidade, transformando personagens e capítulos da história cubatense em monumentos que atravessam gerações.

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Julia Figueiroa

http://cubataonoticias.com

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