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CUBATÃO CLIMA

Acusado de matar cantor em acidente sob efeito de álcool responderá em júri popular

O bancário Thiago Arruda Campos Rosas será levado a júri popular pela morte do cantor de pagode Adalto Mello, vítima de um atropelamento ocorrido em dezembro de 2024, em São Vicente, na Baixada Santista. A decisão foi tomada pela Justiça, que entendeu haver elementos suficientes para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. O acusado seguirá em liberdade até a realização do julgamento.

Thiago deixou a prisão em maio de 2025 após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido detido logo após o acidente envolvendo o carro que dirigia e a motocicleta conduzida pelo músico.

Na sentença, o juiz responsável pelo caso destacou que há indícios de que o bancário assumiu o risco ao dirigir após consumir bebida alcoólica. O magistrado também mencionou que o acidente ocorreu durante a noite, em condições de visibilidade reduzida, além de apontar possível excesso de velocidade no trecho.

Segundo a decisão, o conjunto de fatores teria contribuído para que o motorista perdesse o controle da direção, causando a colisão que matou o cantor.

Resultado do bafômetro

O exame do bafômetro realizado após o acidente indicou a presença de 0,82 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões. O índice ultrapassa de forma significativa o limite aceito pela legislação de trânsito.

Pelas regras do Código de Trânsito Brasileiro, resultados acima de 0,04 mg/l já permitem aplicação de penalidades administrativas, como multa e suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Quando o índice registrado é igual ou superior a 0,34 mg/l, o caso passa a ser tratado como crime de trânsito. Nessas situações, o motorista pode responder criminalmente por conduzir veículo sob efeito de álcool, com penas que incluem prisão, multa e perda do direito de dirigir.

Perícia aponta velocidade incompatível

Um laudo do Instituto de Criminalística apontou que o veículo conduzido pelo bancário trafegava em velocidade incompatível com as condições da via. A análise técnica levou em consideração marcas deixadas no local, os danos causados nos veículos e a posição em que os destroços foram encontrados.

Os peritos também avaliaram fatores como a existência de uma lombada no trecho e a distância entre os vestígios deixados após a batida. Apesar disso, o documento não conseguiu determinar precisamente a velocidade atingida pelo carro no momento da colisão.

A via onde ocorreu o acidente possuía limite máximo de 50 km/h.

Imagens registraram a colisão

Câmeras de monitoramento flagraram o momento do acidente por diferentes ângulos. As imagens mostram o carro ultrapassando outro veículo antes de atingir a motocicleta pilotada por Adalto Mello. Com o impacto, o cantor foi lançado à distância.

Após a colisão, o automóvel bateu contra uma árvore às margens da via. Equipes da Polícia Militar, do Samu e do Corpo de Bombeiros participaram do atendimento da ocorrência.

Os socorristas chegaram a realizar procedimentos de reanimação no cantor, mas a morte foi constatada ainda no local.

Trajetória do cantor

Adalto Mello conciliava a carreira artística com a formação em Educação Física. Apaixonado pela música desde a infância, ele aprendeu a tocar cavaquinho inspirado pelo pai e iniciou a trajetória musical ainda jovem, participando de coral religioso e compondo as próprias canções.

Com o tempo, passou a fazer apresentações em bares, eventos e estabelecimentos comerciais ao lado de grupos de pagode da região.

O cantor era divorciado, morava com a mãe em Santos e deixou um filho menor de idade.

Segundo familiares, o maior objetivo de Adalto era viver da música por amor à arte e à conexão que tinha com o público.

 

 

 

 

 

 

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Almir Anhas

http://cubataonoticias.com

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