Um homem foi preso em flagrante suspeito de abusar sexualmente da enteada, de apenas quatro anos, em Guarujá. A mãe da criança também acabou detida após a polícia concluir, inicialmente, que ela teria conhecimento da situação.
O caso veio à tona depois que a menina foi levada por familiares à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São João. Durante o atendimento, profissionais da saúde identificaram sinais compatíveis com abuso sexual e acionaram a Polícia Civil.
Na unidade, os policiais colheram depoimentos que apontaram o padrasto da criança, de 26 anos, como principal suspeito. A partir das informações reunidas, equipes do 21º Batalhão da Polícia Militar do Interior localizaram o homem e a mãe da menina, de 27 anos, no bairro Itapema.
De acordo com a corporação, um vídeo foi utilizado como um dos elementos que fundamentaram a prisão dos dois envolvidos. O conteúdo da gravação não foi divulgado pelas autoridades. A investigação segue em andamento, com solicitação de perícias e outras medidas para esclarecer completamente o caso.
Durante a abordagem, os policiais também constataram que o suspeito possuía um mandado de prisão em aberto por lesão corporal, além de antecedentes criminais relacionados a roubo e ameaça.
O casal foi encaminhado à Delegacia Sede de Guarujá, onde a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável. As identidades dos investigados não foram divulgadas para preservar a vítima.
Orientações para prevenção e proteção infantil
Em publicação nas redes sociais, o comandante do 21º BPM/I, identificado como tenente-coronel Hoffmann, destacou a importância de interromper ciclos de violência e reforçou a necessidade de atenção aos sinais apresentados pelas crianças.
A corporação também divulgou orientações para ajudar famílias e responsáveis na identificação de possíveis casos de abuso:
➡️ Escuta atenta: crianças pequenas raramente inventam relatos envolvendo conteúdo sexual. Caso demonstrem desconforto ou utilizem termos incomuns para a idade, é importante investigar imediatamente.
➡️ Educação corporal: ensinar desde cedo que o corpo é privado ajuda a criança a compreender limites e reconhecer situações inadequadas.
➡️ Mudanças de comportamento: isolamento, agressividade, medo excessivo de determinados adultos, regressão de hábitos e recusa em frequentar certos lugares podem servir como sinais de alerta.
➡️ Respeito aos limites: especialistas orientam que crianças não sejam obrigadas a demonstrar afeto físico contra a própria vontade, para que entendam a importância da autonomia sobre o próprio corpo.
Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes também podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100.







