Um jovem de 20 anos morreu após se afogar na região da Lagoa Azul, em Cubatão, no fim da tarde desta segunda-feira (18). O corpo da vítima foi localizado pelo Corpo de Bombeiros após uma operação de buscas que mobilizou 14 agentes.
Segundo informações da corporação, as equipes foram acionadas cerca de 30 minutos após o desaparecimento do rapaz na água. Quando os bombeiros conseguiram localizar e retirar a vítima da lagoa, ela já estava sem sinais vitais. O caso também repercutiu nas redes sociais entre grupos e monitores de trilhas da região.
De acordo com relatos publicados por profissionais que atuam em passeios pelas trilhas de Cubatão, o jovem estava acompanhado de um amigo e os dois seriam moradores de São Vicente. Ainda conforme os relatos, a dupla teria iniciado a trilha já no período da noite e sem acompanhamento especializado. A Lagoa Azul é um dos pontos mais conhecidos da área de mata e cachoeiras de Cubatão, atraindo visitantes de diversas cidades da Baixada Santista.
Apesar da beleza natural, moradores e frequentadores alertam constantemente para os riscos em áreas de mergulho e trilhas sem estrutura adequada, principalmente durante o período noturno. A perícia foi acionada e o caso foi registrado como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Cubatão.
A ocorrência também chamou atenção pela dificuldade operacional enfrentada pelas equipes de resgate, já que a região da Lagoa Azul possui trechos de mata fechada e acesso considerado complexo, principalmente no período noturno. As buscas mobilizaram bombeiros especializados em salvamento aquático e em áreas de mata.
Nos últimos anos, a Lagoa Azul se tornou um dos destinos mais divulgados nas redes sociais por visitantes da Baixada Santista e da Capital, o que aumentou significativamente o fluxo de pessoas no local, especialmente aos finais de semana e feriados.
Com isso, monitores ambientais e frequentadores antigos vêm reforçando alertas sobre a necessidade de planejamento antes das trilhas, incluindo o uso de equipamentos adequados, acompanhamento de guias e atenção às condições climáticas.
Moradores da região também relatam preocupação com visitantes que entram nas trilhas sem conhecer o percurso ou ignoram orientações de segurança. Em alguns pontos da área, não há sinal de celular, o que pode dificultar pedidos de socorro em situações de emergência. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do caso.







